DÍLI, 13 de dezembro de 2022 (TATOLI) – A Secretaria de Estado para a Formação Profissional e Emprego (SEFOPE) elaborou um plano estratégico de 2022 a 2027 para aumentar a mão-de-obra timorense na diáspora.
Segundo aquele plano, a SEFOPE pretende recrutar trabalhadores qualificados de modo a colmatar as necessidades dos empregadores. O plano prevê ainda a proteção social dos trabalhadores na diáspora e, no regresso, a necessidade de contribuírem para o desenvolvimento do país.
No plano em apreço, prevê-se também a mobilização de 7.500 até 15 mil trabalhadores para o estrangeiro, a expansão de mão-de-obra para outros países e a criação de condições para a instituição de uma mobilidade mais flexível.
“Preparamos o plano estratégico nacional para responder às necessidades da procura dos mercados de trabalho no estrangeiro e para que os timorenses a possam satisfazer”, afirmou o Diretor-Geral da SEFOPE, Paulo Alves, no Timor Plaza.
O Governo tem recebido vários pedidos provenientes da Malásia, do Japão, do Dubai, entre outros, para o envio dos trabalhadores.
Segundo o diretor-geral, a política do Governo na base da criação do plano estratégico nacional é responder às necessidades da procura dos mercados de trabalho e ajudar a melhorar a economia das famílias, através das remessas recebidas.
O plano estratégico da SEFOPE prepara anualmente cinco mil trabalhadores para a Coreia do Sul e sete mil para a Austrália.
Segundo dados da SEFOPE, Timor-Leste já enviou 12 mil trabalhadores desde o início do acordo estabelecido com a Coreia do Sul (em 2009) e a Austrália (em 2012). Mais de cinco mil trabalhadores na área das pescas rumaram à Coreia do Sul, enquanto sete mil se deslocaram à Austrália para trabalharem no setor da horticultura.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




