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Grupo Betulaku torna o trabalho do bambu numa arte

Grupo Betulaku torna o trabalho do bambu numa arte

Artesanato feito em bambu. Imagem Tatoli/António Daciparu.

DÍLI, 16 de novembro de 2022 (TATOLI) – Quatro homens e duas mulheres juntaram-se, em 2016, e criaram o grupo Betulaku, que se dedica a transformar bambu em produtos artesanais.

Após uma empresa portuguesa abandonar excedentes de bambu, os jovens tiveram a ideia de transformá-lo em peças de arte, ou seja, objetos decorativos que, após um trabalho aturado, revelam pequenas belezas tais como miniaturas de barcos, instrumentos musicais e casas sagradas. Nasceu assim uma paixão.

A líder do grupo, Armandina Belo dos Santos, contou que cada cana de bambu custa entre um e 2.50 dólares.

Armandina Belo dos Santos descreveu o longo processo de produção do bambu bruto numa peça decorativa: “Todo o processo demora cerca de um mês. Após comprarmos o bambu aos agricultores, temos de mergulhá-lo num produto químico durante duas semanas para garantir que o material tenha qualidade e possa ser trabalhado. Após esse tempo, temos de esperar outras duas para que ele seque. Só depois é que podemos começar a transformá-lo”, disse Armandina Belo à Tatoli.

O grupo promove os seus artigos em feiras e exposições de Baucau e de Díli. “Em cada feira conseguimos angariar mais de 200 dólares americanos, as nossas peças custam entre três e 50 dólares”.

Os rendimentos recolhidos contribuem para o sustento da família, para melhorar a habitação própria e ainda para promover uma formação de artesanato para jovens.

Armandina Belo dos Santos referiu ainda que várias organização não-governamentais apoiaram  o grupo com cinco mil dólares para a criação de viveiros de vários tipos de bambus a serem distribuídas por agricultores.

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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