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Sobrevivente do massacre de Santa Cruz pede aos jovens que cultivem cultura de paz pelo bem de Timor-Leste

Sobrevivente do massacre de Santa Cruz pede aos jovens que cultivem cultura de paz pelo bem de Timor-Leste

Rogério Castro, sobrevivente Massacre do Cemitério de Santa Cruz. Imagem/David Cabral.

DÍLI, 12 de novembro de 2022 (TATOLI) – No dia 12 de novembro de 1991, o timorense Rogério Castro foi um dos participantes do protesto contra a violência e subsequente morte do jovem Sebastião Gomes, pelos militares indonésios. A manifestação, reprimida pelas tropas da Indonésia com disparos de metralhadoras e pistolas, causou 271 mortos, 382 feridos e 250 desaparecidos.

Trinta e um anos depois, Rogério, um dos sobreviventes do massacre de Santa Cruz, pede aos jovens timorenses que assumam uma atitude de responsabilidade, “que promova a paz e a estabilidade na família, na sociedade e na nação”.

“Como alguém da geração antiga, fico muito triste quando os jovens não contribuem para a estabilidade do país, mas envolvem-se noutras coisas como odiar, esfaquear e atirar pedras uns aos outros. A nossa luta para a independência já acabou, por isso as novas gerações têm de estar juntas e unidas como a minha geração esteve”, defendeu.

Na última semana, com um intervalo de apenas três dias, grupos de artes marciais e rituais – formados maioritariamente por jovens – entraram em pelo menos três confrontos em Díli e arredores. Uma pessoa morreu em decorrência das lutas e dezenas de residências ficaram danificadas.

Rogério ressaltou que a geração atual precisa de estudar e aprender coisas novas, para serem adultos com mais potencialidades de sucesso na vida pessoal e profissional.

“Na luta pela libertação, não pensamos na importância da educação e perdemos tudo o que tínhamos, porque o nosso objetivo era libertar o país. Mas na era da independência há muitas possibilidades, como as tecnologias digitais e a globalização, porém a maioria dos jovens de agora   não aproveita todas estas oportunidades”, acrescentou.

Inquirida a este respeito, a estudante da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) Dulce Dinis Fátima também defendeu que a juventude precisa se unir mais para desenvolver o país.

“Muitos jovens foram massacrados durante a ocupação da Indonésia, mas outros mais continuaram a ter coragem para lutar. As novas gerações precisam de seguir os rastos daqueles lutadores da geração anterior. A luta agora é diferente. Temos de lutar para desenvolver o país, através da nossa capacidade intelectual”, afirmou.

O Governo, através da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto,  prevê este ano 100 mil dólares americanos para a celebração do 31.º aniversário do Massacre de Santa Cruz e para a cerimónia de desluto de Max Stahl.

Notícia relevante: Previstos 100 mil dólares para celebrar o massacre de Santa Cruz e desluto de Max Stahl

Equipa da Tatoli

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