DÍLI, 09 de novembro de 2022 (TATOLI) – Jónia da Silva Marques é uma das muitas vendedoras de flores na capital de Timor-Leste. Natural de Díli, a empresária tem 27 anos e começou a trabalhar na área em 2021, vendendo flores naturais ao invés das de plástico.
“As flores naturais são muito mais charmosas e, além disso, reduzimos o impacto ambiental causado pelo consumo de material plástico”, argumentou.
A jovem iniciou o negócio com uma irmã, vendendo flores naturais para reduzir também o lixo de plástico. Atualmente, a empresa Rodrimar Ai-funan Fresco localiza–se em Bidau Santana, em Díli.
As flores da empresa são cultivadas num espaço situado em Lahane, perto de Dare. Contudo, em datas celebrativas, ocasiões em que a procura aumenta muito, a empreendedora importa flores de Bali, na Indonésia, para conseguir contemplar todos os pedidos.
No Dia de Finados, Jónia atendeu muitas pessoas em frente ao cemitério de Santa Cruz, em Díli. “As flores que eu encomendei chegaram a Díli dois dias antes do Dia de Finados, por isso tive de ser rápida para terminar os arranjos”, detalhou.
Cada flor custa entre 85 centavos e 1,50 dólares. As flores em vasos custam, por sua vez, entre três e cinco dólares americanos. A jovem contou ainda que as flores são frágeis, por isso, para que se conservem, tem a preocupação de mantê-las em salas com ar condicionado e o prazo para as vender não pode ultrapassar uma semana.
Jónia também disse que o negócio tem sido importante para ajudar os pais e as duas irmãs. “Vendo estas flores para ajudar as minhas duas irmãs a pagarem as propinas da universidade, porque os meus pais, como são idosos, já não têm mais força para trabalhar”, explicou.
Um dos clientes da empresa de Jónia é Pepe Rego. O rapaz antigamente comprava flores de plástico nas lojas chinesas, mas como quer contribuir para diminuir o lixo de plástico, decidiu adquirir as flores naturais. “Assim ajudo o meio ambiente e torno a minha casa ainda mais bonita”, afirmou.

Carolina Maria da Silva é uma outra empresária do ramo de comércio de flores naturais em Timor-Leste. Natural de Manatuto, ela é a proprietária da Glo Crisan Florist, empresa sediada em Díli. “Comecei a vender flores naturais em 2016. Gosto de cuidar delas, a minha casa está repleta de flores. Além disso, é importante contribuir para o meio ambiente, reduzindo o consumo de plástico”, ressaltou.
A empresária disse que a ideia de começar um negócio teve a ver com a procura do mercado. “Observei que há muitas pessoas que procuram flores naturais em dias festivos, bem como em cerimónias do governo. Antigamente, não havia lojas com flores naturais, por isso decidi começar a vendê-las”, justificou.
Para ajudar as pessoas nos processos fúnebres e para ornamentos em atividades públicas, Carolina importa flores para satisfazer as preferências dos clientes. “Nos últimos três anos, muitas pessoas encomendaram flores para cerimónias e para embelezar a casa. Além disto, várias paróquias em Díli costumam encomendar flores nos dias importantes”, salientou.
Tal como o negócio de Jónia, Carolina conta que as flores da empresa vêm da Indonésia. “Normalmente, recebemos as encomendas de clientes, contactamos uma empresa de flores em Malang, Indonésia, e importamos via avião”, explicou.
Na Glo Crisan Florist, cada flor custa 50 centavos, porém algumas podem custar até um ou 1,50 dólares, dependendo do tipo. Os empregados conservam as flores em baldes com água gelada nos caules, ao invés de armazená-las em frigoríficos – o que também ajuda a reduzir os custos com eletricidade.
Segundo um relatório elaborado pela organização Report Linker, em 2020, o comércio de flores em todo o mundo atingiu a quantia de 30,7 mil milhões de dólares.
Equipa da Tatoli




