DÍLI, 27 de outubro de 2022 (TATOLI) – A Associação de Café de Timor (ACT), em parceria com os gabinetes da Presidência da República e do Primeiro-Ministro, organizou o 7.º Festival Café Timor 2022.
O Vice-Presidente da ACT, Afonso de Oliveira, salientou que o objetivo do evento é mostrar a importância que o café tem na economia e na história de Timor-Leste.
“O café não é apenas para consumo, tem valor económico, histórico e faz parte da identidade nacional. A maioria dos países não conhece a localização geográfica de Timor-Leste, mas conhece o café híbrido de Timor”, afirmou o dirigente, à margem da abertura do festival, no Palácio Presidencial.
Afonso de Oliveira revelou ainda que “o café híbrido de Timor é um legado histórico, pois salvou as plantações de café no mundo e atualmente é plantado em 53 países”.
O Festival Café de Timor é um evento anual organizado pela ACT com o objetivo de reunir cafeicultores, apreciadores de café e empresários para fortalecer as relações de amizade e parcerias, bem como para promover o desenvolvimento do turismo do país.
O evento serviu para estabelecer ligações entre os produtores, os comerciantes nacionais e os parceiros de desenvolvimento.
O responsável enfatizou que as plantações de café têm um valor paisagístico e contribuem para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
“Melhorar as plantações de café e a cobertura vegetal é um indicador de que Timor-Leste está a contribuir para a ação global no combate às alterações climáticas”, frisou.
Afonso de Oliveira agradeceu às embaixadas do Japão, da Nova Zelândia, de Portugal e da China, bem como ao Banco de Desenvolvimento Asiático pela sua contribuição para o desenvolvimento do setor do café em Timor-Leste.
O Presidente da República, José Ramos Horta, apelou a todos os cidadãos que valorizassem o café como uma identidade cultural do país.
“Encorajo os cafeicultores a cuidar do café. Precisamos de amar o nosso café, como os japoneses amam o seu arroz e os europeus o seu pão”, encorajou.
O Chefe de Estado disse ainda que para além de cultivar café arábica e robusta, os cafeicultores precisam de cultivar baunilha e cacau, porque os Estados Unidos e os países europeus e asiáticos têm especial interesse nestes produtos.
De acordo com a agenda, a cerimónia de encerramento do festival vai realizar-se em Maubisse, no município de Ainaro, no fim desta semana.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




