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Académico alerta para a possibilidade de propagação de febre aftosa 

Académico alerta para a possibilidade de propagação de febre aftosa 

Alípio de Almeida.

DÍLI, 03 de outubro de 2022 (TATOLI) – Alípio de Almeida, docente da área veterinária da Faculdade de Saúde Animal da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), mostrou-se preocupado sobre a possibilidade de propagação da febre aftosa.

Trata-se de uma doença infeciosa aguda, de origem viral, que causa febre e manifesta-se pelo aparecimento de aftas, principalmente na boca e nos pés de animais.

Aquela doença foi detetada recentemente na Indonésia, causando a morte de animais, tais como gado bovino, caprino, porcino. Todavia, não afeta cavalos.

O docente pediu ao Governo para lidar com a doença de um modo que assegure a biossegurança, isto é, que previna uma propagação a Timor-Leste e que, simultaneamente, não tenha impacto no rendimento das famílias.

“É importante levar a cabo cuidados de biossegurança para proteger o país da propagação da doença. Outra forma, é desinfetar pessoas e bens importados do estrangeiro, colher amostras e realizar testes em laboratório. O Governo deve proibir temporariamente carne proveniente de países onde a doença foi detetado”, informou à Tatoli no Campus da UNTL.

O professor também explicou que a patologia já tinha sido detetada nas províncias de Bali e de Sumbawa, em Timor Ocidental, salientando que “a doença apresenta uma baixa taxa de mortalidade, se o país tiver vacinas e veterinários em número suficiente”.

A este propósito, o Chefe do Departamento do Laboratório Molecular do Ministério da Agricultura e Pescas (MAP), Felismino da Conceição, reconheceu que a doença ainda não foi detetada no país. O dirigente realçou que a Direção Nacional de Veterinária está consciencializar a comunidade para antecipar a entrada da doença e informar sobre medidas preventivas.

“Atualmente, o MAP está a organizar uma campanha de consciencialização em coordenação com os parceiros internacionais para garantir um orçamento de modo a estar atento à possibilidade da entrada da doença no país”, afirmou.

O responsável salientou que Timor-Leste tem capacidade para fazer testes laboratoriais, mas, para enfrentar a patologia, o país precisa de recursos financeiros para recolher amostras e investigar.

Felismino da Conceição considerou que “a doença não tem impacto na saúde pública, mas pode ter um impacto adverso nos rendimentos das famílias, cuja subsistência depende da criação de animais”, concluiu.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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