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UCT organiza simpósio académico sobre a declaração de Abu Dhabi

UCT organiza simpósio académico sobre a declaração de Abu Dhabi

Simpósio académico sobre a declaração de Abu Dhabi. Imagem Tatoli/António Daciparu.

DÍLI, 20 de setembro de 2022 (TATOLI) – A Universidade Católica Timorense (UCT) e a Nunciatura Apostólica da Embaixada do Vaticano em Timor-Leste organizaram um simpósio académico sobre o documento Fraternidade Humana e a Convivência Comum em prol da paz mundial.

A este propósito, o Reitor da UCT, Padre Joel Casimiro Pinto, afirmou que o colóquio visa promover o referido documento, assinado pelo Papa Francisco e pelo Grão Imame de Al-Azhar Ahamad Al-Tayyib, em 2019, em Abu Dhabi.

“A UCT quer ser um laboratório académico para promover o espírito de fraternidade humana na sociedade. Queremos desenvolver uma investigação sobre a fraternidade humana, pois acreditamos que as universidades devem preparar as gerações futuras para se dedicarem plenamente à sociedade e ao país”, frisou.

Já o Presidente da República, José Ramos Horta, realçou que “o conceito de fraternidade assenta na matriz genética de Timor e que o documento assinala um ponto de viragem na consciência da determinação histórica”.

“Apelo aos intelectuais e aos professores de politologia e de filosofia política para desenvolverem o pensamento crítico e frutificar essas noções constitucionais, e consequentemente contextualizarem-nas no Documento da Fraternidade Humana em Timor-Leste”, pediu.

O Arcebispo Edgar Peña Parra afirmou que é importante ensinar determinados valores às gerações futuras, para que vivam em prol da paz mundial e da convivência comum.

O Substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado do Vaticano relembrou que, Jesus Cristo apelidou os discípulos de “sal da terra”, acrescentando que “o sal é o sabor de fraternidade”.

O Arcebispo recordou ainda que o Papa João Paulo II, aquando da sua visita ao país, falou da familiaridade dos timorenses com o sal, que é extraído ao longo das planícies costeiras do país.

“Gostaria de acrescentar que, olhando para as últimas décadas, o povo timorense merece plenamente a profética qualificação pontifícia de sal da terra. O vosso povo não está apenas reconciliado, mas é reconciliador”, concluiu.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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