DÍLI, 12 de agosto de 2022 (TATOLI) – A empresa Zubana Okra, gerida por quatro timorenses, começou, em 2020, a investir na horticultura com um orçamento inicial de 300 dólares. O objetivo dos jovens era criarem o seu próprio emprego, designadamente no Suai.
O responsável da Empresa, Hilário Pacheco, explicou que utilizou o dinheiro para comprar sementes e mangueiras para irrigação dos campos.
Hilário Pacheco contou que a ideia de investir na horticultura lhe surgiu quando participou numa formação na área no Centro Internacional de Formação Agrícola de Arava (AICAT), em Israel.
O jovem de 22 anos contou que, antes de frequentar o curso em Israel, estudou na Escola Técnica Profissional em Akar-Laran, no Suai, e prosseguiu os seus estudos na Faculdade de Agricultura da Universidade Oriental (UNITAL).
“Quando voltei de Israel, senti-me motivado para criar o meu próprio emprego, pois fiquei bastante admirado com o investimento que os israelitas fazem na área da agricultura. Como é possível que uma terra deserta possa produzir tanto? Como foi possível Israel se tornar um dos maiores exportadores agrícolas do mundo?”, questionou o jovem à Tatoli, no Timor Plaza.
Para Hilário Pacheco, Timor-Leste tem uma terra fértil e água suficiente para uma produção agrícola diversa, por isso investiu na horticultura.
“Comprometi-me a investir no meu país, quando ainda estava em Israel. Sei que Israel tem equipamentos sofisticados e Timor não, mas mesmo assim arrisquei”.
O jovem recordou que em Israel aprendeu a gerir um negócio, a preparar o terreno para o cultivo, a plantar as sementes de forma adequada e aprendeu também técnicas para repelir os insetos das plantações.
Segundo o empresário, embora o investimento seja pequeno, tem a esperança de concretizar o seu sonho na área hortícola. Hilário Pacheco explicou que atualmente a sua empresa planta alimentos como tomate, hortaliças, beringelas e meloas.
“Tive oportunidade de trabalhar na universidade onde estudei e em Organizações Não-Governamentais, mas preferi investir no meu próprio negócio. Desde 2020, após pagarmos todas as despesas, conseguimos ganhar 400 dólares de lucro”, informou.
O jovem referiu que, por ora e dado que a produção é pequena, os clientes são sobretudo a população local. Mas, segundo o mesmo, o grande desafio passa por conseguir expandir o terreno, “pois apenas plantamos em meio hectare e a produção é apenas feita na época do verão, porque a chuva em excesso afeta a irrigação e dificulta a produção”.
“Tenho também o sonho de me dedicar à pecuária, sobretudo à criação de patos, pois o sucesso da criação daqueles no que toca ao potencial de lucro é maior do que o de outros animais”.
Por fim, Hilário Pacheco apelou aos jovens que “sejam agentes transformadores no desenvolvimento do país, pois eles são o futuro”.
Diga-se, a este respeito, que a Secretaria de Estado para a Formação Profissional e Emprego apoiou a empresa com seis mil dólares americanos para desenvolverem o seu investimento.
Notícia relevante: Estudantes timorenses participam em formação sobre agricultura moderna em Israel
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




