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HNGV regista 333 casos de hepatite no segundo trimestre

HNGV regista 333 casos de hepatite no segundo trimestre

HNGV.

DÍLI, 28 de julho de 2022 (TATOLI) – O Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) registou, no segundo trimestre, 333 casos da hepatite, revelou a médica da unidade da tutela, Célia Gusmão.

“Identificamos, entre os meses de abril e julho, 333 casos, 175 homens e 158 mulheres”, afirmou em Bidau, Díli.

Segundo a médica, é importante que as crianças e as grávidas tomem as vacinas contra a doença para prevenir a infeção.

“Existem cinco variantes de hepatite – A, B, C, D e E – sendo a B a mais perigosa. A forma de transmissão da hepatite é igual à do VIH/SIDA. Pode transmitir-se, por exemplo, de mães para filhos, através de relações sexuais desprotegidas ou via transfusões de sangue contaminado. Esta doença reduz a ação do sistema imunitário”, explicou a médica.

Célia Gusmão disse que o tratamento para esta doença passa pelo repouso e por se deixar que o corpo do paciente se cure naturalmente. “Aos doentes com hepatite B são administrados medicamentos para se reduzir a inflamação do fígado”, acrescentou.

A médica pediu aos pacientes diagnosticados com hepatite B que se desloquem aos centros de saúde para lhes serem prestados cuidados de saúde intensivos.

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 354 milhões de pessoas sofrem de hepatite B e C e a cada 30 segundos uma morre.

“O Sudeste Asiático tem cerca de 20% da carga de morbidade global da hepatite. Estima-se que, em 2019, 218 mil pessoas morreram devido à hepatite. As causas de cerca de 95% das mortes estão relacionadas com cirroses e cancros hepáticos causados pelo vírus da hepatite B e C”, acrescentou.

No que toca à prevenção desta doença, é importante que a população tenha uma alimentação saudável, hábitos de higiene, acesso a água potável e saneamento.

“Os países do sudeste asiático precisam de intensificar a vacinação contra a hepatite B, ter acesso a sangue seguro, praticar sexo seguro e um uso adequado de agulhas para proteger a hepatite B e C”, disse.

A região do Sudeste Asiático lançou, em 2016, o seu plano de ação para a Hepatite Viral. Entre 2016 e 2021, nove países alcançaram mais de 90% de cobertura da terceira dose da vacina contra a hepatite B. Mais, concretamente, e de acordo com a OMS, outros níveis de sucesso são ainda mais notáveis já que “quatro países alcançaram a meta de controlo da hepatite B resultando num valor de menos de 1% de seroprevalência entre as crianças com mais de cinco anos”.

Notícia relevante: OMS compromete-se a combater a hepatite no Sudeste Asiático

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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