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CLN quer adquirir 72 mil toneladas de arroz local

CLN quer adquirir 72 mil toneladas de arroz local

Imagem Tatoli/António Daciparu.

DÍLI, 11 de junho de 2022 (TATOLI) – O Centro Logística Nacional (CLN) pretende adquirir, este ano, 72 mil toneladas de arroz local, informou o Diretor-Executivo do CLN, Jacinto Paijo.

“De acordo o nosso plano, o CLN quer também adquirir este ano 85 toneladas de milho, o que significa que continuamos a depender da importação”, afirmou Jacinto Paijo, na Reunião de Parceiros de Desenvolvimento de Timor-Leste, no Ministério das Finanças, em Aitarak-Laran, Díli.

O dirigente recordou ainda que o centro adquiriu já no início do ano cinco mil toneladas de arroz e o Governo indiano disponibilizou também 20 mil toneladas para a Secretaria de Estado da Proteção da Civil (SEPC).

“Damos prioridade à aquisição de produtos locais para garantirmos o stock nacional de modo a prevenir a má nutrição no país”, disse.

O responsável referiu ainda que caso haja urgência, o CLN poderia assinar um acordo com o Vietnam e com a Indonésia para a importação de arroz.

Jacinto Paijo relembrou que, desde 2010, o Governo alocou já mais de 65 milhões de dólares americanos para aquisição de arroz e pediu aos parceiros de desenvolvimento que apoiem o CLN com orçamento operacional e com 70 mil toneladas de arroz.

“Precisaremos também de 20 transportes para distribuir o produto pelas em aldeias”, concluiu.

É de lembrar que o Ministro da Agricultura e Pescas, Pedro dos Reis, tinha antes dito, que é preciso reduzir a importação através de “uma parceria com várias entidades”.

Também o Coordenador do Gabinete de Apoio à Sociedade Civil, Filipe da Costa, alertou para a inexistência de um sistema alimentar autossuficiente no país.

Filipe da Costa recordou que cerca de um milhão de toneladas de produtos alimentares são importados. Como tal, é preciso conservar os produtos alimentares para que o país elimine a insegurança alimentar.

“De acordo com os indicadores do Plano Nacional Consolidado para a Nutrição e Segurança Alimentar, 24% da população sofre de má nutrição, 36% de insegurança alimentar e 48% das crianças sofrem de nanismo. Prevemos, até 2030, a redução destes valores de 25% para 0%”, afirmou.

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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