DÍLI, 10 de junho de 2022 (TATOLI) – O Instituto para a Defesa dos Direitos das Crianças (INDDICA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) sugerem aos meios de comunicação social que divulguem os dados relativos à educação e saúde das crianças em Timor-Leste.
“Os órgãos de comunicação social devem veicular a realidade vivida pelas crianças. Eles são os olhos e ouvidos da população. Devem pesquisar, confirmar e informar o povo”, afirmou a Presidente do INDDICA, Dinorah Granadeiro, aos jornalistas, em Manleuana.
Dinorah Granadeiro acrescentou que a proteção das crianças cabe a todos, sobretudo aos jornalistas, pois podem divulgar e promover a informação mais facilmente.
Emmanuelle Collet, representante da UNICEF em Timor-Leste, frisou que 75% das crianças não frequentam o pré-escolar, 47% estão subnutridas, 70% não têm certidão de nascimento e 51% das crianças não estão vacinadas contra, por exemplo, a difteria e o tétano.
A representante referiu ainda que 53% das mães não amamentam os filhos, 47% das grávidas dão à luz em casa, 46% dos timorenses não têm acesso a saneamento básico e 93% não lavam as mãos frequentemente.
Segundo a responsável, o desenvolvimento cognitivo do ser humano começa nos primeiros anos de vida, por isso “é fundamental proteger e estimular as crianças”.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




