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ONU contribui com um milhão para o reforço dos sistemas alimentares e redução de riscos de desastres em TL

ONU contribui com um milhão para o reforço dos sistemas alimentares e redução de riscos de desastres em TL

DÍLI, 01 de abril de 2022 (TATOLI) – A iniciativa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) contribuiu com um milhão de dólares americanos para reforçar sistemas alimentares e promover atividades de redução de riscos de desastres em Timor-Leste (TL).

 O projeto vai ser implementado através do Programa Alimentar Mundial (PAM), da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Este financiamento permitirá às três agências reforçarem os sistemas alimentares nacionais e implementarem atividades de redução do risco de catástrofes, em parceria com os ministérios da Agricultura e Pescas (MAP) e da Saúde de Timor-Leste.

“Em Timor-Leste, o Plano Estratégico de Desenvolvimento esboça a visão global do país para a transição de um país menos desenvolvido para um país de rendimento médio-alto até 2030, com uma população saudável e segura”, afirmou a Diretora-Geral do MAP, Maria Odete do Ceu Guterres, num comunicado que a Tatoli teve hoje acesso.

A dirigente afirmou ainda que o programa visa definir os objetivos do setor agrícola, que incluem a melhoria da segurança alimentar nacional, a redução da pobreza rural e a promoção da sustentabilidade e conservação dos recursos naturais timorenses.

“O Programa de Desenvolvimento das Pequenas Ilhas alinha-se diretamente com a visão a longo prazo do país”, salientou.

Segundo o documento, a taxa de insegurança alimentar no país é mais alta na região do sudeste asiático, sendo que um terço da população total do país vive cronicamente em insegurança alimentar. “O Governo é apoiado pelas agências e parceiros da ONU para responderem de forma urgente a fim de reforçar o sistema alimentar e capacitar os produtores e consumidores mais vulneráveis, nomeadamente para mulheres e raparigas”.

A nota explica ainda que a produção agrícola de subsistência “é a espinha dorsal da economia não petrolífera de Timor-Leste e emprega 70% dos timorenses. No entanto, o país continua a ser um país deficitário a nível alimentar e a importar 40% dos seus produtos”.

No âmbito deste projeto, o PAM pretende desenvolver um sistema nacional de previsão de modo a monitorizar as crises alimentares.

Além disso, a FAO fornecerá tecnologias e promoverá atividades para reduzir as perdas pós-colheita.

Por último, a OMS vai trabalhar na promoção de hábitos alimentares saudáveis de mulheres, grávidas e lactantes, e crianças.

O Representante do PAM em Timor-Leste, Dageng Liu, realçou que este financiamento chega num momento crucial, sobretudo agora que a população timorense está ainda a enfrentar o impacto socioeconómico da covid-19.

“Através desta iniciativa multissetorial, o PAM também apoiará o desenvolvimento de uma ferramenta de previsão de crises alimentares que será útil durante a implementação de estratégias nacionais de redução dos riscos de desastres e planos de atenuação e preparação para catástrofes”, frisou.

O representante da OMS em Timor-Leste, Arvind Mathur, disse, por sua vez, que o projeto abrange a oferta e procura de produtos alimentares.

“Este projeto engloba tanto o lado da oferta como o da procura de alimentos. Por um lado, a promoção de um ambiente de política alimentar seguro e saudável, e por outro, a mudança comportamental nas necessidades de consumo como meio de quebrar o ciclo intergeracional da desnutrição, particularmente em grupos vulneráveis, incluindo mulheres e crianças”, afirmou.

O representante da FAO, Rajendra Aryal, salientou que o projeto tem como objetivo reduzir o desperdício de alimentos e de perdas pós-colheita, bem como proteger os ecossistemas.

“O projeto chega no momento certo, pois é essencial reduzir o desperdício de alimentos comestíveis, o que aumentaria a disponibilidade e o acesso aos alimentos, protegendo, desta forma, os ecossistemas”, afirmou.

Já o Coordenador Residente da ONU em Timor-Leste, Roy Trivedy, realçou que este programa conjunto se centra no combate à desnutrição, à segurança alimentar e à baixa produtividade agrícola no país.

“O programa está diretamente alinhado com os compromissos conjuntos do Quadro de Cooperação da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, uma vez que visa contribuir e acelerar o progresso de uma série do ODS”, acrescentou.

São 13 os parceiros de desenvolvimento que apoiam o Fundo Conjunto dos ODS da ONU – União Europeia, Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Luxemburgo, Mónaco, Noruega, Portugal, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, e Países Baixos.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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