DÍLI, 11 de março de 2022 (TATOLI) – Quatro viajantes da Missão Paz em Timor, Comodoro Donaciano Costa Gomes Pedro ‘Klamar Fuik’, Rui Correia, Pedro Brinca e António Sampaio assinalaram os 30 anos do movimento de solidariedade internacional, colocando flores no Cemitério de Santa Cruz .
O Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Pedro Klamar Fuik disse que esta iniciativa tem o objetivo de prestar homenagem aos que perderam a vida no Cemitério de Santa Cruz e aos ativistas que morreram, lutando pela independência.
“Estamos aqui para honrar aqueles que deram a vida pela libertação de Timor-Leste. Hoje é um dia histórico”, disse o Comodoro, à margem da cerimónia, no Cemitério de Santa Cruz, em Díli.
Também Rui Correia, um dos ativistas, disse que a missão Paz em Timor, surgiu na sequência do massacre de Santa Cruz, registado pelo falecido jornalista Max Stahl.
“Esta ação de solidariedade pretendia chamar atenção da comunidade internacional e tornar visível para os média a questão de Timor, depois da ocorrência do massacre de Santa Cruz”, acrescentou.
A Missão Paz em Timor, a bordo do Lusitânia Expresso, era constituída por 120 jovens, oriundos de 23 países, e pretendia trazer para a agenda pública o que se passava em Timor e apelar à autodeterminação do país.
Os organizadores do Lusitânia Expresso pretendiam, ainda, deixar uma coroa de flores no Cemitério de Santa Cruz, em Díli, onde, a 12 de novembro de 1991, as tropas indonésias mataram mais de 200 pessoas.
O Lusitânia Expresso nunca chegou a desembarcar em Timor-Leste, porque as fragatas de guerra indonésias rodearam o navio, obrigando-o a regressar a Portugal.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




