DÍLI, 07 de março de 2022 (TATOLI) – O Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), José Agostinho Belo, disse hoje que a sua comissão enviou carta oficial a todos os candidatos à Presidência da República, apelando ao cumprimento das regras eleitorais.
“Enviamos, hoje, a carta oficial (chamada de atenção) aos candidatos presidenciais para estarem atentos a todo o processo eleitoral. Pedimos que evitem insultos entre eles e solicitamos a atenção para eventuais atos de vandalismo perpetrados por militantes que não respeitem o resultado do Pacto da Unidade Nacional. Abordamos também o envolvimento de crianças na campanha eleitoral”, disse o presidente, em declarações aos jornalistas, na conferência de imprensa, no salão de Laline de Lariguto, Díli.
O responsável recordou ainda que a CNE pediu a toda equipa de sucesso que continue a solicitar aos militantes e simpatizantes o cumprimento das regras dos órgãos eleitorais e o calendário da campanha.
O dirigente salientou também que, se a equipa de sucesso não controlar os militantes e simpatizantes, “passa-se uma imagem negativa de Timor-Leste para o resto do mundo”.
José Belo revelou igualmente que a CNE registou duas ocorrências, uma em Makadidi, no município de Viqueque, que provocou duas vítimas ligeiras, e outro em Kota Lama, no Município de Baucau. Acrescentou que a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) ainda está a investigar esses casos.
“Atualmente, os suspeitos encontram-se detidos. Cabe agora à PNTL prosseguir com a investigação”, referiu.
Questionado sobre a aplicação de sanções aos candidatos que não respeitem o Pacto da Unidade Nacional, o Presidente da CNE disse que a comissão dispõe de sanções.
“No que toca a casos de crime, aplica-se a sanção legal. Já a sanção social vai refletir-se no número de votantes, tendo em conta as más condutas na campanha eleitoral. Por último, existe a tradicional sanção da natureza”, referiu.
Fez, de igual modo, um apelo a todos os candidatos presidenciais para que seja cumprido o resultado do Pacto da Unidade Nacional, nomeadamente no que se refere a atos rituais e culturais.
“A campanha não deve separar. Deve criar uma unidade adequada entre todos os timorenses, evitando assim o mínimo de problemas no terreno”, salientou.
Questionado sobre o envolvimento de crianças na campanha eleitoral, José Belo disse que existem muitas razões associadas a essa participação.
“A primeira razão é o facto de as crianças estarem com os seus pais. Quanto à segunda, desconhecemos o motivo do seu envolvimento. Atualmente, a Comissão Nacional dos Direitos das Crianças está a acompanhar todos os processos da campanha eleitoral”, referiu.
Jornalista: Domingos Piedade Freitas
Editora: Maria Auxiliadora




