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Japão financia com três milhões de dólares programa de nutrição em Timor-Leste

Japão financia com três milhões de dólares programa de nutrição em Timor-Leste

Embaixador do Japão, Masami Kinefuchi.

DÍLI, 04 de março de 2022 (TATOLI) – O Governo do Japão vai disponibilizar três milhões de dólares americanos, através do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, em inglês), para o Projeto de Melhoria da Nutrição em Timor-Leste entre 2022 e 2023.

O apoio visa contribuir para a redução da má nutrição, do nanismo, da debilidade infantil, entre outros. O projeto vai ser implementado nos municípios de Covalima, Lautém, Liquiçá, Manufahi e na Região Administrativa de Oé-cussi Ambeno.

Segundo o comunicado a que a Tatoli teve acesso, vai auxiliar 11.962 crianças que sofrem subnutrição aguda, dar aconselhamento a 12 mil grávidas e fornecer suplementos de micronutrientes a 20 mil adolescentes.

A Ministra da Saúde, Odete Belo, afirmou que o país deve resolver as questões de desnutrição, nanismo e debilidade infantil.

“O financiamento do Governo nipónico visa apoiar a melhoria da nutrição das crianças, mães e adolescentes”, afirmou Odete Freitas Belo numa nota de imprensa.

Já o Embaixador do Japão em Timor-Leste, Masami Kinefuchi, afirmou que o Executivo nipónico mantém o apoio a Timor-Leste para melhorar a nutrição da população.

Para o programa de nutrição, o diplomata referiu que o Japão assinou um novo acordo de três milhões de dólares americanos com a UNICEF. Foi também acordado com o Programa Alimentar Mundial o apoio à segurança alimentar, também num valor de três milhões de dólares.

“Este programa foca-se nas crianças, adolescentes e mães, uma vez que uma alimentação boa e equilibrada numa fase inicial da vida são essenciais para garantir o crescimento saudável do ser humano. Espero que a assistência do Japão acelere a melhoria da situação nutricional neste país”, disse o embaixador.

O representante da UNICEF em Timor-Leste, Bilal Durrani, recordou, por sua vez, que a má nutrição afeta o desenvolvimento cognitivo e físico, refletindo-se negativamente na educação das crianças e no desempenho profissional nos adultos.

“Quase 80% do cérebro de um ser humano se desenvolve até aos dois anos. Se o atraso no crescimento e a perda de peso não forem tratados nos primeiros dois anos de uma criança, pode já ser muito tarde. As crianças com desnutrição têm maior probabilidade de morrer”, disse.

De acordo com a Pesquisa de Alimentação e Nutrição efetuada em 2013 e 2020, o estudo indica que neste período houve uma ligeira descida na taxa de nanismo infantil, de 50% para 47%, respetivamente.

No que toca à debilidade infantil, a pesquisa mostra que em 2013 a percentagem se fixava  nos 11%, enquanto em 2020 era de apenas 9%, registando assim uma ligeira melhoria.

Os dados evidenciam também uma redução de 6%, de 38% para 32% na questão do peso inferior ao normal.

No que diz respeito à obesidade, registou-se uma ténue diminuição, de 2% para 1%.

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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