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Empresa Fung Ao Seu começa a investir na produção de arroz em dois municípios

Empresa Fung Ao Seu começa a investir na produção de arroz em dois municípios

Imagem Tatoli/António Gonçalves.

DÍLI, 10 de janeiro de 2022 (TATOLI) – A empresa Fung Ao Seu Unipessoal, Lda é uma empresa nacional que se dedica ao setor agrícola e começa agora a investir na produção de arroz no Suco de Baharwai, do Município de Viqueque e em Natarbora, Manatuto.

Jaime Hanjam, o Vice-Diretor da Fung Ao Seu, revelou que a empresa já adquiriu dez alfaias agrícolas na China no valor de cerca de 500 mil dólares americanos.

 “Temos armazém no local para guardar os equipamentos pesados. O acordo que assinámos com o Governo prevê o começo das atividades dentro de 90 dias, a partir da data de assinatura”, explicou, em Bobora Díli.

Recorde-se que a TradeInvest, Agência de Promoção de Investimento e Exportação, I.P de Timor-Leste, concedeu em novembro benefícios à empresa em causa que investe no setor produtivo.

 “O objetivo da criação da empresa é melhorar a economia do país. A costa sul do país está abandonada. Para responder à situação económica, Fung Ao Seu quer investir na área da agricultura”, sublinhou.

Uma das razões pela qual a empresa tem interesse nesta atividade é o facto de o Governo não ter capacidade de resposta ao abastecimento de alimentos para a merenda escolar no país. Assim, começou a traçar o plano há cinco anos.

O investimento em Viqueque ocupa 800 hectares de terreno, havendo já atividades em 400 deles, e 800 em Manatuto.

Antes de iniciar o trabalho, cinco especialistas chineses realizaram um estudo de viabilidade para garantirem a qualidade do terreno para o cultivo de arroz.

A empresa dará ainda formação a agricultores de modo a adquirirem os conhecimentos necessários ao desenvolvimento do setor agrícola. “Colocámos entre cinco a dez trabalhadores em cada hectare – uns cultivam e outros supervisionam. Por isso, começámos este ano o plano de cultivo de arroz”, sublinhou.

Além da plantação de arroz, a empresa prevê ainda semear milho, feijão e batatas, pois a costa sul tem terra fértil para cultivar vários tipos de produtos locais.

Jaime Hanjam realçou também que um dos locais de investimento para a produção de arroz é em Welaluhu, do Município de Manufahi.

A empresa prevê que cada hectare produzirá 15 toneladas de arroz, de acordo com os estudos dos especialistas, sendo que, agora, a produção de arroz e milho atinge, no máximo, oito ou dez toneladas com o uso de equipamentos tradicionais.

Fung Ao Seu pretende estabelecer empresa de preservação de coral

A empresa Fung Ao Seu quer abrir um negócio de preservação de coral em Liquiçá, numa área de cinco hectares. Primeiro, investirá apenas num hectare. A empresa prevê cinco milhões de dólares americanos para o investimento.

“O coral tem um grande valor económico. Por isso, precisamos de o preservar. Este setor permite a promoção do turismo e a proteção dos peixes. Temos cinco milhões de dólares americanos para a criação de coral, mas temos de importar o produto do estrangeiro”, disse.

Questionado sobre a paixão de criar uma empresa na área da agricultura, o empresário explicou que o país depende da importação de bens de primeira necessidade, pois os locais férteis estão abandonados, por isso quer investir na área da produtividade.

“Os subsídios, a pensão vitalícia e a pensão dos veteranos desmotivam as pessoas a trabalharem no setor agrícola, mas não tomam consciência de que um dia pode acabar [se o Governo alterar a legislação]. Por isso, o investimento responde às necessidades do país”, realçou.

A empresa Fung Ao Seu Unipessoal é de origem chino-timorense e ambiciona contribuir para o desenvolvimento do país. O investimento garante a circulação de dinheiro e a segurança alimentar no país.

O investimento da empresa começa com um capital de 25 milhões de dólares americanos e conta com 66 trabalhadores.

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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