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MS pede educação em saúde pública nas escolas e a grupos de risco

MS pede educação em saúde pública nas escolas e a grupos de risco

Ministra da Saúde, Odete Belo. Imagem Tatoli /Egas Cristovão.

DÍLI, 15 de dezembro de 2021 (TATOLI) – A Ministra da Saúde, Odete Belo, pediu aos diretores do Programa de Saúde Pública que desenvolvessem programas de educação na área da saúde pública nas escolas, universidades e a grupos de risco.

A ministra falava no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Luta Contra a Sida, assinalado anualmente a 01 de dezembro, no Hotel Novo Turismo, em Díli.

“Apelo a todos os profissionais de saúde, sobretudo aos responsáveis do Programa de Saúde Pública, que ensinem os princípios de saúde pública nas escolas, universidades, jovens e outros grupos sociais de maior risco”, afirmou a governante, no seu discurso.

A ministra pediu ainda uma discussão aberta e produtiva com recomendações sobre as medidas de combate ao estigma e discriminação que possam ser aplicadas através de leis e práticas centradas nas pessoas que vivem com o VIH/SIDA e nos grupos mais desfavorecidos.

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 35,5 milhões de pessoas no mundo vivem com esta doença infeciosa, sendo que há muitos países na região da Ásia Pacífico com portadores deste vírus e, por isso, constituem uma preocupação dos governos bem como de Timor-Leste.

“A comemoração do Dia Mundial da Luta Contra a Sida é uma oportunidade para chamarmos a atenção para a perigosidade desta doença infeciosa e mostrarmos a nossa solidariedade para com os portadores do VIH/SIDA”, realçou.

Odete Belo salientou que os profissionais de saúde estão a trabalhar em conjunto com os parceiros para eliminarem, até zero, o número de novas infeções, o estigma e a discriminação, bem como a mortalidade infantil por VIH/ SIDA no país.

“O estigma e a discriminação são os principais obstáculos à prevenção e tratamento do VIH/SIDA”, acrescentou.

Segundo a ministra, os estudos realizados sobre este tema revelam que estas atitudes negativas prejudicam os esforços do combate à epidemia do VIH ao fazer com que as pessoas tenham medo de procurar informações sobre os métodos para reduzirem o risco de transmissão e adotarem o comportamento adequado relativamente ao seu estado de saúde.

Odete Belo apontou como exemplo de estigma e discriminação aos portadores do VIH/SIDA o facto de algumas pessoas não quererem fazerem o teste.

“A pesquisa também revelou que o estigma e a discriminação podem estar associados ao medo e à violência, que podem desencorajar as pessoas a contarem à família, parceiros sexuais e amigos sobre o seu estado de saúde e a seguirem o tratamento”, referiu.

De acordo com a governante, atitudes discriminatórias enfraquecem a possibilidade da comunidade proteger as pessoas com o VIH/SIDA. Estas questões contribuem igualmente para a desigualdade e injustiça para com o indivíduo com base no seu estado de saúde.

Também a Diretora da Organização Não Governamental Estrela+, Inês Lopes, afirmou que a organização efetuou uma pesquisa em 2017 para conhecer o índice e origem do estigma em relação às pessoas com VIH.

“Depois de realizarmos esta pesquisa, anotámos muitas recomendações, entre as quais aumentar os conhecimentos sobre esta doença infeciosa, pois este estigma pode ter impacto no tratamento e na prevenção do VIH”, acrescentou.

De acordo com Inês Lopes, o resultado da pesquisa mostra que quem discrimina mais é a própria família.

Notícia relevante: CNCD regista mais de 300 casos de VIH/SIDA, maioria em Díli e Covalima

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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