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Fórum Diálogo de Díli propõe quatro pontos importantes a Governo timorense

CI e UNESCO organizam Fórum Diálogo de Díli sobre a existência dos media convencionais na era digital. Imagem Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 03 de dezembro de 2021 (TATOLI) – O Diretor-Executivo do Conselho de Imprensa de Timor-Leste, Rigoberto Monteiro, disse que o Fórum Diálogo de Díli (FDD) propôs quatro pontos importantes ao Governo para que possa ter em consideração os desafios que todas as plataformas de órgãos de comunicação social e jornalistas enfrentam atualmente.

“Solicitámos ao Governo timorense a atribuição de um subsídio e a promoção dos media convencionais na era da digitalização, bem como o desenvolvimento de uma política de utilização dos media digitais baseada no contexto sociocultural, político e económico do país. Recomendámos ao Ministério da Educação que introduzisse a disciplina de tecnologia e multimédia no currículo, promovesse o hábito da leitura nos estudantes e, por último, promovesse e desenvolvesse as competências técnicas e conhecimentos dos jornalistas sobre tecnologia digital”, afirmou hoje Rigoberto Monteiro, à margem do encerramento do diálogo no Salão Delta Nova, em Díli.

O dirigente acrescentou que as recomendações em causa se baseiam nas conclusões retiradas das discussões e palestras dos oradores nacionais e internacionais presentes no fórum.

Rigoberto Monteiro informou também que o plenário do Conselho de Imprensa de Timor-Leste irá discutir as recomendações, antes de as entregar ao Parlamento Nacional e Governo.

O evento de hoje terminou com a atribuição de carteira profissional a 12 jornalistas timorenses e certificado de reconhecimento a quatro órgãos de comunicação social – dois dos media digitais e dois da rádio comunitária.

Recorde-se que o Conselho de Imprensa, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), realizou, entre 02 e 03 deste mês, o FDD sob o tema “Media convencionais na era da digitalização sob as perspetivas de Timor-Leste e global”.

O evento teve como objetivo partilhar experiências entre peritos de meios de comunicação social e proprietários dos media sobre a existência dos media convencionais, como jornais impressos, na era da digitalização.

“Espero que o evento seja um espaço de diálogo, onde os especialistas dos media partilharão as suas experiências sobre o desenvolvimento e os desafios que todas as plataformas de órgãos de comunicação social enfrentam atualmente”, disse recentemente o Presidente do Conselho de Imprensa, Virgílio Guterres, à margem da abertura do diálogo.

Também o antigo Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, considerou que o evento em causa é uma atividade pedagógica para os jornalistas timorenses.

“O evento é pertinente para a diplomacia do país. O Conselho de Imprensa é um instrumento de parceria, cooperação e diálogo com os parceiros. A iniciativa em causa liga Timor-Leste ao mundo e é uma atividade pedagógica para os jornalistas timorenses, que ouvirão as experiências de jornalistas estrangeiros”, afirmou.

As atividades incluíram a apresentação da experiência dos media convencionais na era da digitalização na perspetiva de Timor-Leste e na global, por José Ramos Horta, e na perspetiva dos media convencionais na região da Ásia, representada por Muhmmad Nuh, da Indonésia, Chavarong Limpatamapanee, da Tailândia, Virgílio Guterres de Timor-Leste e Bob Howarth, da Oceânia.

Notícia relevante: CI e UNESCO organizam Fórum Diálogo de Díli sobre a existência dos media convencionais na era digital

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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