DÍLI, 03 de setembro de 2021 (TATOLI) – O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) aprovou um empréstimo no valor de 135 milhões de dólares americanos para apoiar o Estado timorense na expansão do Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato, em Díli.
Fazem parte do projeto a extensão de pistas, construção de uma nova torre de controle e de pátios, bem como instalação de um sistema de iluminação de obstrução aérea.
A intervenção tem como objetivo garantir a segurança e eficácia dos transportes aéreos, e atrair mais empresas do setor para o país.
“O projeto de expansão do Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato visa ainda aumentar a conectividade e os laços económicos timorenses com os países vizinhos da Ásia e do Pacífico, melhorando também o comércio e o investimento no país”, pode ler-se na nota de imprensa a que a Tatoli teve acesso.
Segundo o documento, a expansão deste campo de aviação vai atrair mais turistas, ajudar o país na diversificação económica e na adesão às organizações regionais e internacionais.
O aeroporto de Díli tem uma pista curta, conectando o país apenas com a Austrália, Indonésia e Singapura e não preenche os requisitos da Organização da Aviação Civil Internacional, refere o mesmo documento que defende, por isso, a necessidade de adotar medidas de segurança para evitar futuras penalizações.
“As operações e manutenção do aeroporto deverão ser assumidas pelo setor privado. O projeto incluirá 30 milhões de dólares americanos, financiados pelo Governo para a aquisição de terras e custos de reassentamento, entre outros”, refere.
O comunicado assegura ainda que o BAD está empenhado em alcançar uma Ásia e Pacífico prósperos, inclusivos, resilientes e sustentáveis, mantendo os esforços para erradicar a pobreza extrema na região.
O projeto baseia-se no Plano Estratégico do Desenvolvimento Nacional de 2011 a 2030, principalmente no que toca ao desenvolvimento de infraestruturas para estimular o crescimento económico e reduzir a desigualdade.
“Timor-Leste está a esforçar-se para diversificar a economia, uma vez que os campos de petróleo representam mais de metade do seu produto interno bruto”, realça a nota de imprensa.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editor: Zezito Silva




