DÍLI, 10 de maio de 2021 (TATOLI) – A eleição presidencial timorense decorrerá em 2022, mas dependerá do órgão de soberania do Estado devido à crise sanitária provocada pela covid-19, revelou o Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Alcino Barris à Agência Tatoli, após o término da testagem em massa no seu edifício em Caicoli.
“Se a situação da pandemia se mantiver assim ou piorar, impedirá a participação da população na eleição presidencial. Então, a eleição em causa dependerá da decisão do Estado”, explicou.
“Os habitantes não querem sair das suas casas por causa da crise sanitária, significando que não há movimentação, então o Estado poderá tomar medidas”, referiu.
O Presidente da CNE recordou ainda que esta comissão realizou já atividades de educação cívica, assim como o STAE efetuou formação na área da educação dos votantes. Estas iniciativas começaram no ano passado, a 15 de julho. No entanto, no início do mês de novembro, foram suspensas devido ao estado de emergência e posterior imposição de cerca sanitária e do confinamento obrigatório, pelo que, atualmente, não é possível continuar com estas formações.
“Concluímos já o relatório final do trabalho desempenhado pela CNE. Esperamos data para o apresentar aos nossos deputados no Parlamento Nacional”, revelou.
O dirigente da CNE disse que, apesar da covid-19, a sua instituição está preparada para a eleição presidencial em termos de recursos humanos. Em termos financeiros, a CNE solicitará ao Governo cerca de 20 milhões de dólares americanos para a preparação da eleição presidencial em Timor-Leste.
O responsável salientou ainda que, mesmo com o confinamento obrigatório e a cerca sanitária na capital, a CNE continua a realização da formação aos funcionários dos diversos municípios por videoconferência com o objetivo de facilitar o serviço da comissão no território.
“A CNE ainda se está a preparar para a eleição presidencial. Realizámos formação e divulgámos informação aos funcionários. Realizámos também encontros, por videoconferência, com os observadores internacionais, incluindo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ” sublinhou.
Alcino Barris salientou ainda que, atualmente, alguns funcionários da CNE realizam formação na área das eleições por videoconfêrencia com Banguecoque.
Segundo as alíneas 2 e 3 do artigo 75.0 da Constituição da República Democrática de Timor-Leste, o Presidente da República tem um mandato com a duração de cinco anos e cessa as suas funções com a posse do novo Presidente eleito e o seu mandato pode ser renovado uma única vez.
Jornalista: Domingos Piedade Freitas
Editor: Zezito Silva




