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Maria Rangel pede análise exaustiva da extensão das medidas restritivas em Díli, Baucau e Viqueque

Maria Rangel pede análise exaustiva da extensão das medidas restritivas em Díli, Baucau e Viqueque

Presidente da Comissão C, Maria Angélica Rangel.

DÍLI, 31 de março de 2021 – A deputada da FRETILIN Maria Angélica Rangel pediu ao Governo que fosse ponderada a renovação da cerca sanitária e do confinamento obrigatório implementados nos municípios de Díli, Baucau e Viqueque.

O pedido deve-se ao facto de estas medidas terem causado impacto na economia timorense.

“Pedimos ao Governo que analise ao pormenor os benefícios e desvantagens da cerca sanitária que vigora atualmente nos municípios de Díli, Baucau e Viqueque, porque a medida tem criado implicações para as atividades económicas no país. Não há acesso aos bens alimentares em Díli e muitas pessoas perderam o seu emprego. É, por isso, importante que seja bem pensada a extensão da cerca sanitária, principalmente em Díli”, defendeu a deputada, no plenário da renovação do estado de emergência, esta quarta-feira, no Parlamento Nacional.

Para Maria Angélica, é preferível impor as medidas restritivas só em certas zonas de Díli com maior risco de contágio da covid-19.

“Se o Governo pensar em renovar a cerca sanitária em Díli, o ministro [competente] tem de conceder férias com uma duração de três meses a todos os alunos para podermos ver [a evolução da propagação do vírus em Díli], uma vez que as fortes restrições aplicadas têm tido grandes implicações”, disse.

A deputada mostra-se ainda entristecida com as declarações da Ministra da Saúde, segundo as quais, se o cenário piorar por causa da covid-19, “os doentes serão colocados debaixo de lonas”.

“O Parlamento Nacional tinha aprovado os dois pedidos de levantamento do Fundo Petrolífero, cujas verbas ascendem a mais de dez milhões de dólares americanos alocadas na categoria do capital de desenvolvimento para fazer face à crise sanitária no país, incluindo a reabilitação das instalações que servem para confinar e isolar doentes da covid-19 em situação clínica de maior gravidade”, afirmou.

“Exigimos, por isso, ao Governo que pondere a renovação da cerca sanitária. Além disso, o atendimento do Centro Integrado de Gestão de Crise em relação aos pedidos de autorização de saídas e entradas de e para os municípios é muito demorado. Os pedidos urgentes são apenas justificados com doença ou morte de um familiar. O que é que acontece se as pessoas que residem atualmente em Díli à procura de uma vida melhor morrerem? Quem será o responsável pela sua morte?”, questionou.

Já a deputada da bancada do Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste, Carmelita Moniz, disse que, apesar de o Executivo ter sistematicamente renovado o estado de emergência desde março de 2020, o país continua a debater-se com problemas no combate ao surto pandémico do novo coronavírus.

“Estamos com problemas, porque o Governo revela não ter capacidade nem experiência para implementar a lei. Dispomos de um decreto-lei sobre o aprovisionamento que prevê o apoio, quer através do aprovisionamento especial quer por concurso direto em resposta à situação de emergência na luta contra a covid-19, nomeadamente no que toca às infraestruturas de centros de isolamento e quarentena bem como à aquisição de medicamentos e equipamentos”, referiu.

A parlamentar mostrou-se, como tal, preocupada com a atuação do Executivo por não conseguir pôr em marcha o aprovisionamento especial para fazer face à atual situação epidemiológica que o país está a viver.

“O Governo tem agido de forma incorreta na luta contra o vírus, pois fez o aprovisionamento especial, no valor de 220 milhões de dólares do Fundo COVID-19 para a implementação do programa Cesta Básica, que, na verdade, não devia ser levada a cabo”, concluiu.

Jornalista: Evaristo Soares Martins

Editor: Câncio Ximenes

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