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Empresas distribuidoras de Cesta Básica em Liquiçá pedem a Governo que acelere pagamento

Empresas distribuidoras de Cesta Básica em Liquiçá pedem a Governo que acelere pagamento

Imagem/Google

DÍLI, 14 de março de 2021 (TATOLI) – As empresas fornecedoras da Cesta Básica no Município de Liquiçá pediram ao Governo que acelerasse o pagamento para darem seguimento à distribuição.

José Vidigal, diretor da empresa Fu, responsável por distribuir a Cesta Básica no Posto Administrativo de Liquiçá-Vila, revelou ter usado o seu próprio dinheiro para custear todas as despesas relativas à distribuição dos produtos nas dez aldeias do Suco de Dato, em Liquiçá.

“Já matámos 60 vacas e faltam 30. Gastei, ao todo, 400 mil dólares americanos na distribuição. Exijo, por isso, ao Governo que acelere o pagamento. Como poderá haver uma recuperação económica com atraso no pagamento às empresas locais? Não temos mais dinheiro, pois já gastámos tudo”, lamentou o empresário, este domingo (14/03), à agência TATOLI, via telefone.

O diretor referiu ainda que a demora no  pagamento por parte do Governo causará indelevelmente o atraso na distribuição da Cesta Básica.

“Agora não podemos fazer rigorosamente nada, mas temos de aceitar a decisão do Governo. Já enviei a fatura para o pagamento, o qual ainda não foi realizado. Mesmo assim, estou comprometido com a distribuição conforme o contrato já estabelecido. Ontem, quis deslocar-me a Díli para transportar as vacas, mas a polícia impediu a minha ida por causa da cerca sanitária imposta na capital”, afirmou.

Recorde-se que a empresa Fu assinou um contrato com o Ministério do Turismo, Comércio e Indústria (MTCI), num valor de 530 mil dólares americanos, para levar a cabo a distribuição da Cesta Básica.

Já a empresa Green Mota-Ain, responsável pela distribuição da Cesta Básica aos sucos de Hatuquessi, Loidadar, Assumano, Leotela, Lukulai e Darlete, acabaria por a levar a cabo apenas em Hatuquessi e Loidahar.

O diretor desta empresa, Domingos Pereira, pediu também ao Executivo que agilizasse o processo de pagamento por ter de desembolsar do seu próprio bolso o correspondente a  metade das despesas previstas no programa.

“Deposito total confiança no Governo em relação ao pagamento às empresas distribuidoras da Cesta Básica. Assinei um contrato de 900 mil dólares, sendo que metade já foi executado. Espero que seja realizado o pagamento para então poder continuar com a distribuição. Todas as empresas distribuidoras estão ansiosas por receberem o respetivo pagamento”, disse o empresário.

Recorde-se que o Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Joaquim Amaral, tinha afirmado, em meados de fevereiro deste ano, que o Executivo decidiu cortar 7% do orçamento em cada ministério para acelerar a distribuição da Cesta Básica e o pagamento às empresas.

O corte de 7% deveu-se ao facto de os 71 milhões de dólares alocados ao programa Cesta Básica serem manifestamente insuficientes para assegurar o pagamento às 173 empresas distribuidoras.

Jornalista : Evaristo Soares

Editor : Cipriano Colo

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