DÍLI, 15 de abril de 2020 (TATOLI) – O Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) decidiu suspender os exames finais do primeiro período agendados para a próxima semana dos alunos do ensino básico e secundário devido aos problemas causados pela implementação do ensino a distância.
Segundo o calendário do ano letivo de 2020, os exames do primeiro período estavam inicialmente previstos para o passado dia 13 de abril foram adiados pelo MEJD para o período compreendido entre os dias 20 e 25 deste mês.
A Ministra da Educação, Juventude e Desporto, Dulce de Jesus Soares, afirmou, no entanto, que existe a ainda a possibilidade de vir a ser alterada a data dos exames, dado que ocorreram várias falhas no que diz respeito à implementação do ensino a distância por intermédio dos canais televisivos da RTTL.EP, TVE, GMN.TV, entre outros.
“Referi, na altura, o adiamento dos exames deste período [escolar] para os dias 20 e 25 de abril deste ano. O motivo deste adiamento deveu-se essencialmente à ocorrência de inúmeros obstáculos durante a implementação do ensino a distância. Muitos dos alunos não tiveram acesso às plataformas online disponíveis pelo ministério. Esta nova metodologia tem conexão com o trabalho do Ministério dos Transportes e Telecomunicações, que tem estado a operar. Estes obstáculos impediram, como tal, que os exames fossem realizados”, afirmou a governante, esta quarta-feira (15/04), aos jornalistas, à margem da sua participação na reunião em Conselho de Ministros, no Centro de Convenções de Díli (CCD).
Dulce de Jesus acrescentou que existem outras alternativas a serem usadas pelo Governo para contornar o problema, dando como exemplo a realização de uma avaliação formativa.
“Não devemos, pois, obrigar os alunos a cumprirem as decisões tomadas pelo ministério [MEJD], quando não existem condições adequadas para o fazerem. Vamos envidar todos os esforços para que possam estar aptos aquando da realização dos exames”, referiu a Ministra.
De acordo com o relatório do Governo, houve um número significativo de estudantes provenientes das áreas rurais que não puderam aceder ao programa de ensino a distância. Por outro lado, o documento refere ainda que o MEJD não conseguiu garantir a distribuição de manuais escolares aos alunos oriundos das áreas remotas devido ao estado de emergência que entrou em vigor no passado dia 28 de março.
Jornalista : Tomé Amado
Editor : Agapito dos Santos




