DÍLI, 16 de outubro de 2019 (TATOLI)—Os líderes históricos devem unir-se, conjugar esforços e procurar consensos.
“Como Chefe de Estado-Maior General, apelo aos nossos líderes que se unam, tal como aconteceu no período da guerra, em que sofriam e sofriam com a comunidade, morriam com a população, defendiam o interesse do povo e o direito”, disse o Chefe de Estado-Maior General das FALINTIL-FDTL, Lere Anan Timur, aos jornalistas, na quarta-feira, no Palácio do Presidente Nicolau Lobato, no Bairro Pité.
Para Lere, os dirigentes sofriam antigamente com o povo, mas atualmente tal já não acontece, “porque têm viaturas de Estado, casas do Estado e recebem um salário todos os meses”.
“Coitado do nosso povo, principalmente de alguns dos nossos empresários. As suas dívidas são elevadas. Quanto mais a vida do povo, cada vez mais em situação precária. Então, pelo menos, devemos amá-los”, sublinhou.
Lere acrescentou que, entre os dirigentes históricos, apenas cinco ou seis estão vivos, o que dificulta a unidade.
“A nossa comunidade continua a lamentar as divergências dos líderes. Lamentam e um dia deixarão de acreditar mais”, referiu.
O ex-líder da resistência pediu também à nova geração que mostrasse o seu potencial na resolução dos problemas políticos.
“Quem sabe se vocês não podem solucionar o impasse político. Não queremos que esta situação se mantenha. Estamos quase em 2020. Não podemos, por isso, permitir que, como nos anos de 2017, 2018 e 2019, em 2020 nos mantenhamos nesta situação”, afirmou.
Os novos dirigentes, segundo Lere, devem primeiramente ter humildade e acabar com a arrogância, que leva a que “não se ouçam uns aos outros” e a situação se mantenha.
Jornalista: Julia Chatarina
Editór : Xisto Freitas




