DÍLI, 24 de fevereiro de 2023 (TATOLI) – Empresas australianas precisam de trabalhadores timorenses para a área do turismo e, especificamente, na área da boa receção dos turistas, isto é, hospitalidade turística. A informação foi retransmitida pelo Diretor-Geral da Secretaria de Estado para a Formação Profissional e Emprego (SEFOPE), Paulo Alves, depois de ser informado por representantes de empresários australianos da área do turismo.
A este propósito, o diretor-geral informou que os cerca de 300 timorenses que já se encontram a trabalhar na área de hospitalidade turística são insuficientes para cobrir as necessidades do mercado australiano. A Austrália é um dos países que mais precocemente recuperou do turismo travado pela pandemia da covid-19, mas enfrenta, internamente, uma escassez de recursos humanos que desejem investir profissionalmente na área do turismo.
“Tive um encontro com representantes da Associação de Turismo Australiana e ficou claro que o número de trabalhadores timorenses é diminuto face ao que eles precisam. Por isso, pediram-me para transmitir ao nosso Executivo para investir em recursos humanos na área de hospitalidade turística”, afirmou o diretor-geral.
Questionado sobre os esforços do Governo para dar resposta ao pedido, o responsável garantiu que a SEFOPE vai investir em recursos humanos para responder à procura do mercado de trabalho. “Temos de preencher os requisitos da área de hospitalidade turística para não perdermos oportunidades de trabalho para timorenses. É necessário qualificar os trabalhadores com os níveis quatro e cinco [níveis de competência altos]”.
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Paulo Alves adiantou que a SEFOPE está já a trabalhar em parceria com vários centros de formação para dotar os jovens com as competências mínimas exigidas pela Austrália. Explicou ainda que o Governo tem um orçamento de cerca de um milhão de dólares americanos para apoiar 36 centros de formação acreditados, dos quais 11 estão certificados para facultar formação em hospitalidade turística.
Segundo o responsável, o Governo vai também enviar formadores para o Território do Norte Australiano para frequentarem formação, de modo a que, quando regressarem da Austrália, estejam habilitados a formar jovens timorenses. Recorde-se que aquela região administrativa autónoma já havia exprimido o desejo de receber imigrantes timorenses para trabalhar na área agrícola.
No total, até novembro passado, já tinham sido enviados para a Austrália, via Secretaria de Estado para a Formação Profissional, 2.821 trabalhadores timorenses, sendo que a área do turismo foi, junto com a agricultura e indústria, uma das áreas privilegiadas.
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Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




