DÍLI, 07 de dezembro de 2020 (TATOLI) – O Diretor-Executivo do Centro Nacional Chega (CNC), Hugo Maria Fernandes, disse que a Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação (CAVR) de Timor-Leste registou mais de 200 mortos em Díli durante os primeiros dias da invasão indonésia do país, entre 7 e 10 de dezembro de 1975.
“A esmagadora maioria das vítimas mortais era timorense, mas também da comunidade chinesa, além de um jornalista australiano, Roger East, morto no dia 8 de dezembro”, disse Hugo Fernandes, na Ponte Cais de Díli.
O diretor-executivo lembrou ainda que a morte de mais de 200 pessoas teve lugar em diversos locais, entre eles a Ponte Cais de Díli, Colmera, Caicoli, Lagoa de Maloa, Kampung Alor, Kulu-Hun, Becora e Lecidere.
Hugo Fernandes recordou também que, no âmbito do 45.o Aniversário da Invasão Indonésia de Timor-Leste, o Governo assinalou o dia como uma memória nacional e inaugurou também o ‘Memorial 7 de Dezembro de 1975’, na Ponte Cais de Díli.
“O memorial prende-se a um gesto de solidariedade, sendo um sítio onde a nossa geração pode conhecer a história dos passados 45 anos”, afirmou.
O responsável do CNC explicou ainda que o memorial em si ilustra três aspetos – a invasão da Indonésia, inúmeros atos de violência dos militares indonésios e a própria invasão de Timor-Leste durante 24 anos.
O diretor-executivo recordou também que no relatório do Chega estão presentes os nomes das vítimas mortais de 7 e 8 de dezembro, faltando apenas os dias 9 e 10 devido à falta de informação.
“Deixo um apelo aos sobreviventes ou famílias das pessoas que morreram entre 9 e 10 de dezembro que deem informações e inscrevam os seus nomes”, concluiu.
Jornalista: Nelia Fernandes
Editora: Maria Auxiliadora




