DÍLI, 27 de outubro de 2020 (TATOLI) – A Coordenadora-Geral da Comissão Executiva da Saúde do Surto de Covid-19, Odete Viegas, disse que a entrada e saída de cidadãos continua a preocupar as equipas médicas que estão na linha da frente.
“Temos de manter a vigilância. A qualquer momento, pode ocorrer um caso ativo e duplicar ou até mais. Por isso, temos de avisar toda a comunidade para que tome precaução e esteja atenta”, afirmou Odete Viegas, em Caicoli, Díli.
Segundo Odete Viegas, apesar de Timor-Leste ainda não registar nenhum caso grave e nenhuma vítima mortal de covid-19, toda a população se deverá consciencializar para a importância de cumprir as medidas restritivas impostas pelo atual Governo.
No que toca à entrada ilegal de cidadãos via fronteira terrestre, a coordenadora-geral afirmou que não proíbe as pessoas de entrarem e saírem do território de forma legal.
“O Ministério da Saúde estabeleceu um critério relativo ao valor monetário a ser pago para quem entrar ilegalmente no país, nomeadamente do exame laboratorial, quarentena e bens alimentares. Felizmente, o número [de entradas ilegais] tem vindo a diminuir. Esperamos que todos os cidadãos tenham consciência na prevenção da doença”, referiu.
Recorde-se que o Governo timorense disse que aplicará coimas entre os 30 e os 250 dólares americanos aos cidadãos que entrarem ilegalmente nas fronteiras, que terão também de suportar os custos com o confinamento obrigatório.
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O Ministério da Saúde (MS) registou ontem um novo caso da covid-19 de um cidadão indonésio e até ao momento tem 30 casos confirmados e 29 doentes já recuperados. Já 10.653 pessoas realizaram o exame laboratorial, sendo que 10.253 testaram negativo e 352 ainda aguardam o resultado. Estão atualmente a cumprir quarentena obrigatória 362 pessoas e 263 autoquarentena. Já passaram, desta forma, pelo confinamento obrigatório e autoquarentena 5.462 cidadãos.
Odete Viegas referiu ainda que o MS registou 24 cidadãos timorenses que entraram ilegalmente na fronteira terrestre.
Timor-Leste está atualmente no sexto período de estado de emergência, que terminará no inicio de novembro.
Recorde-se que o Governo aprovou, a 21 de outubro, em Conselho de Ministros, o pedido ao Presidente da República, Francisco Guterres Lú Olo, de extensão do estado de emergência por mais 30 dias.
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Jornalista: Maria Auxiliadora
Editor: Zezito Silva




