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Perdas em habitação e infraestruturas devido aos sismos na Venezuela podem atingir 37 mil milhões de dólares

Perdas em habitação e infraestruturas devido aos sismos na Venezuela podem atingir 37 mil milhões de dólares

Sismos na Venezuela. Reprodução

DÍLI, 8 de julho de 2026 (TATOLI) – Os sismos que atingiram a Venezuela a 24 de junho provocaram danos físicos diretos estimados em 37 mil milhões de dólares americanos em habitações e infraestruturas, segundo uma avaliação preliminar divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Milhares de pessoas permanecem deslocadas, a viver em centros de acolhimento temporário e acampamentos, enfrentando necessidades urgentes de água potável, saneamento, cuidados de saúde e proteção.

De acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, a estimativa resulta de uma primeira avaliação dos estragos causados pelos dois sismos de magnitudes 7,2 e 7,5, registados com apenas 39 segundos de intervalo no centro-norte do país.

Dos 37 mil milhões de dólares estimados, cerca de 24 mil milhões correspondem a danos em edifícios, incluindo habitações, estabelecimentos comerciais, escolas, hospitais e edifícios públicos. Os restantes 13 mil milhões dizem respeito a prejuízos em infraestruturas.

Entre os setores mais afetados destacam-se as telecomunicações, com perdas avaliadas em cerca de cinco mil milhões, seguindo-se os setores da energia e das estradas.

A ONU esclarece que esta estimativa assenta em modelos de risco e não substitui as inspeções realizadas no terreno. Acrescenta que o cálculo não inclui as perdas económicas resultantes da interrupção de serviços e da atividade económica, pelo que o impacto financeiro total poderá ser significativamente superior.

No estado de La Guaira, o mais afetado pelos sismos, muitas pessoas continuam a dormir ao ar livre, junto às suas habitações danificadas ou em espaços públicos, por receio de novos desabamentos ou para proteger os seus bens.

Segundo as autoridades venezuelanas, estão atualmente em funcionamento 46 centros de acolhimento temporário, onde se encontram alojadas mais de 11.500 pessoas afetadas pela catástrofe.

O Estádio César Nieves foi convertido num centro de acolhimento temporário, disponibilizando alojamento, alimentação e assistência às famílias enquanto aguardam uma avaliação das suas habitações. O recinto dispõe ainda de tendas, zonas de sombra e espaços destinados à prestação de cuidados de saúde, proteção e apoio psicossocial.

Apesar dos esforços das autoridades e das organizações humanitárias, persistem carências significativas de água potável, saneamento, alimentos e assistência médica. As equipas no terreno alertam que a escassez de chuveiros, as dificuldades na gestão de resíduos e o acesso limitado à água potável poderão agravar os riscos para a saúde pública, sobretudo nos locais onde numerosas famílias partilham as mesmas instalações.

Notícia relevante: Sismos na Venezuela: sobe para 2.595 o número de mortos

Equipa da Tatoli

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