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ONU: surto de ébola no Congo não justifica restrições a viagens internacionais

ONU:  surto de ébola no Congo não justifica restrições a viagens internacionais

Arquivo — Uma pessoa vestindo equipamento de proteção contra o Ébola é vista numa unidade de tratamento da doença no Hospital Geral de Bwera, perto da fronteira com a República Democrática do Congo, em Bwera, Uganda, em 14 de junho de 2019. ANTARA/REUTERS/James Akena/as.

DÍLI, 28 de maio de 2026 (TATOLI) – A Organização das Nações Unidas (ONU) assegurou que o atual surto de Ébola no Congo não representa uma ameaça para a segurança da aviação internacional, apesar do aumento do número de casos associados à nova estirpe Bundibugyo do vírus.

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a Organização da Aviação Civil Internacional afirmou que o risco de transmissão do Ébola através de viagens aéreas continua a ser considerado baixo, em linha com a avaliação feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a OMS, o surto na África Central não compromete a segurança dos serviços aéreos internacionais. Ainda assim, apelou aos Governos e aos operadores do setor da aviação para que cumpram rigorosamente as recomendações sanitárias emitidas pela OMS, de forma a prevenir e mitigar riscos associados à atual emergência de saúde pública.

À semelhança do que aconteceu durante os surtos de Ébola entre 2014 e 2016, a OMS não recomenda o encerramento de fronteiras nem a imposição de restrições ao tráfego aéreo e ao comércio internacional.

As autoridades internacionais defendem uma resposta coordenada entre Governos, companhias aéreas e setores ligados aos transportes e ao turismo.

Entre as principais medidas de controlo da doença estão a testagem e o isolamento de casos suspeitos, o reforço da vigilância epidemiológica, a prevenção e o controlo de infeções, o rastreio de contactos, o envolvimento das comunidades e a triagem sanitária em aeroportos e postos fronteiriços.

A OMS esclarece ainda que a triagem de passageiros provenientes de zonas afetadas não é necessária à entrada de países fora das regiões de risco.

No entanto, nos países onde existem surtos ativos, poderá ser implementado um controlo sanitário à saída dos aeroportos para identificar passageiros com sintomas compatíveis com a infeção pela variante Bundibugyo, dos quais se incluem febre, fadiga extrema, vómitos e diarreia.

A organização sublinha que pessoas com infeção confirmada ou contactos de alto risco devem permanecer isoladas e não realizar viagens internacionais, salvo em situações de evacuação médica devidamente organizada.

A ONU recorda que a transmissão do vírus Ébola ocorre através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, vivos ou mortos, o que reduz significativamente o risco de contágio em viagens aéreas para o passageiro comum.

Até ao momento, o Congo registou mais de 900 casos suspeitos da estirpe Bundibugyo e cerca de 220 mortes potencialmente associadas à doença.

O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, revelou esta segunda-feira que se confirmou a relação ao surto de Ébola a 101 casos e dez mortes.

Entretanto, no Uganda, dois novos casos confirmados entre profissionais de saúde elevaram para sete o número total de infeções registadas no país, incluindo uma morte confirmada.

Notícia relevante: EUA restringem entrada de viajantes de áreas com surto de Ébola

Equipa da Tatoli

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