DÍLI, 12 de março de 2026 (TATOLI) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou novas metodologias destinadas a melhorar o diagnóstico da tuberculose, incluindo testes moleculares realizados próximo do ponto de atendimento, a recolha de amostras por esfregaço lingual e a combinação de amostras de expetoração, com o objetivo de alargar o acesso às análises laboratoriais.
No comunicado a que a Tatoli teve hoje acesso, a organização explica que estas inovações visam acelerar a deteção da tuberculose, reduzir os custos de exames e apoiar os países com recursos limitados na melhoria dos serviços de diagnóstico.
“Estas novas recomendações da OMS representam um passo importante para tornar os testes da tuberculose mais rápidos e acessíveis”, afirmou Tereza Kasaeva, Diretora do Departamento de VIH, Tuberculose, Hepatites e Infeções Sexualmente Transmissíveis da OMS.
De acordo com o organismo, esta abordagem permite aos profissionais de saúde efetuar o diagnóstico mais próximo do paciente, evitando envio de amostras para laboratórios centrais, procedimento que pode prolongar o tempo de resposta.
A OMS recomenda igualmente o uso de amostras de esfregaço lingual como alternativa para a deteção da doença. Este método é considerado mais simples e confortável para os pacientes, especialmente para aqueles com dificuldades em produzir escarro.
Ainda assim, a organização sublinha que o escarro continua a ser o método de referência devido à sua maior precisão, sendo o esfregaço lingual recomendado apenas quando a recolha de escarro não é possível.
A OMS introduz ainda a estratégia de combinação de amostras de escarro, que consiste em agrupar amostras de vários pacientes numa única análise laboratorial. Caso o resultado seja negativo, não são necessários testes adicionais. “Se o resultado for positivo, cada amostra é analisada individualmente”, explicou.
De acordo com o organismo, esta abordagem poderá otimizar a utilização dos recursos laboratoriais e reduzir os custos de diagnóstico, sobretudo em países com elevada incidência da tuberculose.
A OMS acrescentou que a implementação destas metodologias poderá contribuir para ampliar o acesso ao diagnóstico da tuberculose, identificar mais casos precocemente e acelerar o tratamento, reforçando a resposta global a uma doença que continua a ser uma das principais causas de morte por doenças infeciosas no mundo.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




