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BCTL confirma circulação de moedas de 200 centavos falsas

BCTL confirma circulação de moedas de 200 centavos falsas

Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 4 de março de 2026 (TATOLI) — O Banco Central de Timor-Leste (BCTL), em articulação com a Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) e com a Direção do Serviço de Investigação Criminal (DSIC), confirmou a circulação de moedas de 200 centavos falsas, o equivalente a dois dólares americanos no mercado nacional.

A informação foi revelada numa conferência de imprensa conjunta realizada hoje nas instalações do BCTL, em Díli, pelo Gerente de Operações Monetárias, António Espírito Santo, e pelo Superintendente Assistente-Chefe de operações da DSIC, Mouzinho Correia.

António Espírito Santo explicou que foram identificadas moedas falsas no dia 27 de fevereiro, quando alguns clientes depositaram em numerário numa instituição bancária algumas moedas de 200 centavos falsas misturadas com verdadeiras.

Segundo o responsável, o montante total ainda está a ser apurado, encontrando-se a equipa técnica a proceder à contagem e verificação das peças recolhidas. Contudo, alertou a população para a necessidade de informação imediata sobre este tipo de casos.

“O Banco Central, em coordenação com as autoridades competentes, já identificou a circulação de moedas falsas de 200 centavos, com a inscrição do ano 2017, presumivelmente produzidas por indivíduos com intenção criminosa e já introduzidas no território nacional. Estas moedas poderão estar a circular em mercados, lojas, postos de combustível, junto de vendedores ambulantes, em locais de jogos e noutros pontos de compra e venda”, afirmou.

O responsável apelou à população para que verifique cuidadosamente as moedas de 200 centavos  da série de 2017 durante qualquer transação comercial. Em caso de suspeita, recomendou que a moeda não volte a ser colocada em circulação, devendo ser retida e comunicada de imediato ao BCTL. Nas zonas municipais e áreas rurais, as ocorrências podem também ser reportadas à Polícia Nacional de Timor-Leste ou às autoridades locais a nível da aldeia ou do suco.

António Espírito Santo explicou ainda que a distinção entre moeda autêntica e falsa pode começar pela observação da cor e da qualidade do material. A moeda original de 200 centavos apresenta acabamento nítido, superfície regular, gravações bem definidas, incluindo o ano 2017, o logotipo do BCTL em letra pequena, o desenho da montanha e do búfalo, bem como a inscrição “REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE”, com acentuação clara nas letras “Ú” e “Á”.

Por contraste, as moedas falsas apresentam cor menos uniforme, relevo e desenhos pouco definidos, letras com acentuação impercetível ou irregular, logótipo pouco visível e superfície mais áspera. Em alguns casos, o olho do búfalo apresenta profundidade excessiva quando comparado com a moeda autêntica.

Apesar da ocorrência, o gerente garantiu que as restantes denominações – de 1, 5, 10, 25, 50, 100 e 200 centavos – continuam válidas e devem ser utilizadas normalmente, reforçando o apelo à confiança nas instituições e à cooperação com as autoridades para identificar os responsáveis pela produção e circulação das moedas falsas.

O BCTL assegurou que irá adotar as medidas adequadas no âmbito das competências legais, com o objetivo de salvaguardar a integridade da circulação da moeda oficial – centavos e notas em dólares americanos – em Timor-Leste.

Por sua vez, Mouzinho Correia informou que o processo de investigação foi formalmente iniciado na semana passada, após receção da queixa apresentada pelo BCTL.

“Até ao momento ainda não foi possível identificar os autores. As nossas equipas estão no terreno a recolher informações e a desenvolver diligências. Apelamos a todos os cidadãos que disponham de qualquer dado relevante sobre estas moedas falsas para que o comuniquem às autoridades”, declarou.

Recorde-se que o BCTL tinha identificado e retirado, em 2024, a circulação de 320 moedas contrafeitas de 50 centavos, o equivalente a 160 dólares americanos, após divulgação nas redes sociais de imagens de moedas falsas alegadamente em circulação no país.

Jornalista: Arminda Fonseca / Tradutor: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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