iklan

ECONOMIA, HEADLINE

Estudo timorense-indonésio define mapeamento científico do potencial agrícola

Estudo timorense-indonésio define mapeamento científico do potencial agrícola

O MAPPF e a Universidade Udayana, de Bali, Indonésia realizaram um seminário de validação dos resultados da investigação sobre o mapeamento do potencial agrícola em vários municípios do país. Foto de Cidalia de Fatima

DÍLI, 21 de outubro de 2025 (TATOLI) – O Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas (MAPPF), em parceria com a Universidade Udayana, de Bali, Indonésia, realizou em Comoro, Díli, um seminário de validação dos resultados da investigação sobre o mapeamento do potencial agrícola em vários municípios do país.

Intervindo no evento, o Secretário de Estado das Florestas, Fernandinho Vieira, em representação do Ministro da tutela, destacou que o estudo constitui uma base científica essencial para a formulação de políticas de aumento sustentável da produção agrícola.

“O objetivo deste estudo é compreender como podemos melhorar a produtividade agrícola. Devemos conhecer os solos e as suas características, pois é a partir daí que podemos determinar quais os produtos mais adequados a cada região”, explicou.

Segundo Fernandinho Vieira, os resultados da investigação irão permitir que os técnicos do MAPPF identifiquem as culturas mais apropriadas para cada tipo de solo, orientando os agricultores para trabalharem de forma mais eficiente e de acordo com o potencial de cada zona.

Para o Secretário de Estado, este programa integra o Plano Estratégico do Governo, que coloca a gestão sustentável das terras agrícolas como um dos pilares do desenvolvimento do setor. O MAPPF considera que o mapeamento científico do território contribuirá para reforçar as políticas de segurança alimentar e impulsionar a produção nacional de bens agrícolas essenciais.

“Se esta investigação continuar, teremos dados completos que irão reforçar as políticas agrícolas nacionais e ajudar os agricultores a aumentar a produção”, sublinhou Fernandinho Vieira.

Por seu turno, a coordenadora da equipa de investigação da Universidade Udayana, Ni Made Rigunasih, explicou que o estudo de campo foi realizado em 2025 nos municípios de Lautém, Manatuto, Díli, Aileu, Liquiçá, Ermera e Ainaro, enquanto as restantes seis regiões do país tinham sido analisadas em 2024.

“Com base na análise efetuada, cada município apresenta potenciais agrícolas distintos”, referiu a investigadora.

De acordo com os resultados, Lautém possui vastas áreas adequadas à horticultura, ao cultivo de arroz e a outras culturas alimentares, bem como ao desenvolvimento de plantações de noz-de-camapu, coco e cacau. Em Manatuto, os solos férteis favorecem o cultivo de baunilha, café arábica e robusta, além de frutas tropicais. Já Aileu destaca-se pela sua forte aptidão para o café arábica, um produto já amplamente reconhecido no mercado nacional e internacional.

Ni Made Rigunasih acrescentou que o estudo recomenda a adoção de práticas agroflorestais nas zonas com declives acentuados, combinando 60% de espécies florestais e 40% de culturas agrícolas. Para as áreas planas com sistemas de irrigação, defende o aumento da produtividade através do uso equilibrado de fertilizantes orgânicos e inorgânicos.

O trabalho desenvolvido pela Universidade Udayana envolveu levantamentos de campo, análises laboratoriais e tratamento de dados estatísticos, cujos resultados irão servir de base científica para o Governo de Timor-Leste delinear políticas públicas e estratégias de desenvolvimento agrícola mais eficazes e sustentáveis.

Notícia relacionada: Governo lança projeto de irrigação de Irabere, que vai cobrir 468 hectares de campo agrícola

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

iklan
iklan

Leave a Reply

iklan
error: Content is protected !!