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CGT-TL pede revisão de gastos do Orçamento Geral do Estado

CGT-TL pede revisão de gastos do Orçamento Geral do Estado

Foto Google

DÍLI, 25 de junho de 2025 (TATOLI) – O Core Group Transparency Timor-Leste (CGT-TL) pediu ao Governo que fizesse uma revisão dos gastos no Orçamento Geral do Estado, dado o fim da produção de petróleo e Gás Natural Liquefeito no campo de Bayu-Undan. O pedido foi feito durante uma conferência de imprensa realizada hoje em Caicoli, Díli.

Para o Coordenador do CGT-TL, Jemi Carter, o encerramento de Bayu-Undan constitui um alerta para o país deixar de depender do fundo petrolífero e investir em setores produtivos e sustentáveis para custear as despesas públicas.

“Os combustíveis fósseis são recursos não renováveis e Timor-Leste já não tem reservas de petróleo e gás. Embora o Greater Sunrise seja um campo de elevado valor comercial comprovado, o seu estatuto ainda é incerto”, disse o dirigente, em Caicoli, Díli.

O responsável recordou que o país recebeu do setor petrolífero 35 mil milhões de dólares americanos, 17 dos quais já foram gastos, considera, no entanto, que a distribuição dos benefícios diretos oriundos do fundo revelou-se desigual, não alcançando de forma equitativa todos os segmentos da comunidade.

“A soberania alimentar ainda não foi alcançada. Dependemos amplamente de importações para suprir as necessidades de consumo, enfrentamos uma elevada taxa de desemprego e cerca de metade da população vive em condições de subnutrição”, salientou Jemi Carter.

O CGT-TL criticou também o facto de as infraestruturas energéticas receberem uma quantidade significativa do OGE. Em 2025, prevê-se que o setor elétrico conte com 166,5 milhões de dólares, enquanto as receitas dos serviços de eletricidade atingirão apenas 50 e 60 milhões.

“Isto demonstra a necessidade de avaliar a eficácia dos investimentos em infraestruturas e a urgência de mudar para uma abordagem mais sustentável”, afirmou.

A CGT-TL recomendou ao Governo que utilizasse o Fundo Petrolífero para investimentos que beneficiem o povo e não a elite política e económica.

Jemi Carter defende também que o Executivo deve suspender os grandes projetos de infraestruturas com potencial de lucro duvidoso e redirecionar o OGE para setores produtivos como a agricultura, a educação, a saúde e as pequenas indústrias, bem como reduzir despesas desnecessárias e realizar uma revisão fiscal abrangente para criar empregos.

Vale lembrar que o Ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco Monteiro, tinha informado, no passado dia 04, que, após mais de duas décadas (2004 -2025) de operação, o projeto de petróleo e gás de Bayu-Undan terminou oficialmente a produção.

Notícia relacionada:Jornadas Orçamentais do OGE de 2026 agendadas para amanhã

Jornalista:  Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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