DÍLI, 26 de maio de 2020 (TATOLI) – A Comissão Anti-Corrupção (CAC) de Timor-Leste registou, em 2019, 73 casos de crimes de corrupção, tendo já sido encaminhados para o Ministério Público.
O Comissário da CAC, Sérgio Hornay, disse que o Ministério Público delegou competências a esta comissão para proceder à investigação de diversos casos de crimes de corrupção.
“Uma equipa da CAC, constituída por investigadores, mantém a investigação de diferentes casos ligados aos crimes de corrupção até apurar a veracidade dos factos. Estes casos levados a cabo pela equipa revelam-se de uma enorme complexidade”, referiu Sérgio Hornay, na audiência com os deputados no Parlamento Nacional.
Segundo o relatório, na lista onde constam vários crimes de corrupção, a comissão destaca os crimes de peculato de uso, tráfico de influência, abuso de poder, enriquecimento ilícito, participação económica em negócio, administração danosa, tráfico de droga e tráfico humano.
O ex-defensor público geral acrescentou que os eventuais autores dos crimes em causa são agentes do Estado timorense afetos aos ministérios do Interior, da Justiça e da Educação, Juventude e Desporto bem como agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), entre outros.
O Comissário da CAC, Sérgio Hornay, acompanhado do Comissário Adjunto para os Assuntos de Investigação, Augusto Castro, do Comissário Adjunto da CAC para os Assuntos de Serviços de Apoio e Cooperação, Alexandre Freitas e do Comissário Adjunto da CAC para os Assuntos de Prevenção e Sensibilização, Luís de Oliveira Sampaio, deram a conhecer aos deputados do Parlamento Nacional o relatório anual de 2019.
O relatório anual da CAC de 2019, composto por 68 páginas, teve a colaboração de várias entidades, como a Direção dos Serviços de Apoio e Cooperação (DSAC), Serviço do Gabinete do Comissário (SGC), Direção de Investigação (DI) e a Direção de Prevenção e Sensibilização (DPS).
Jornalista : Domingos Piedade Freitas
Editór : Zezito Silva




