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Centro de Aprendizagem Comunitária em Maumeta abre as portas a segundas oportunidades para aprender

Centro de Aprendizagem Comunitária em Maumeta abre as portas a segundas oportunidades para aprender

Inaugurado Centro de Aprendizagem Comunitária em Liquicá. Foto da Tatoli/Afonso do Rosário

LIQUIÇÁ, 13 de dezembro de 2023 (TATOLI) – As Comissões Nacionais de Timor-Leste e da Coreia do Sul para a UNESCO e o Ministério da Educação, com o envolvimento das autoridades locais, inauguraram um Centro de Aprendizagem Comunitária em Maumeta, em Bazartete, Liquiçá. Estes centros dedicam-se à alfabetização de iletrados, à aquisição de competências práticas para a vida e à obtenção de equivalências, podendo ter outros conteúdos se entendido como necessário (casos de línguas estrangeiras como inglês e coreano).

O Secretário-Executivo da Comissão Nacional para a UNESCO de Timor-Leste (CNTLU), Luís Soares, no seu discurso, afirmou que, e de acordo com o Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030, é necessário criar centros de aprendizagem comunitária em todos os postos administrativos, visando combater o analfabetismo no país.

“Estamos empenhados em colaborar com o Ministério da Educação na melhoria da qualidade da educação, através do estabelecimento de centros de aprendizagem comunitária. Neles disponibilizamos diversos programas com o objetivo de reduzir a taxa de analfabetismo em Timor-Leste”, afirmou o dirigente à margem da cerimónia de inauguração, em Liquiçá.

Luís Soares recordou que, em 2019, o Governo sul coreano, através da Comissão Nacional para a UNESCO, assinou um acordo que visava a disponibilização de um milhão de dólares americanos com vista à construção de 16 centros de aprendizagem comunitária em todo o país. O responsável sublinhou que aquele montante tem sido disponibilizado faseadamente, cerca de 200 mil dólares por ano, prevendo-se que em 2024 sejam contruídos mais dois centros, um em Aileu e outro em Ataúro.

A este propósito, recorde-se que há pouco mais de um ano foi inaugurado semelhante centro em Fitun, em Hatulia, Ermera, naquilo que faz parte de um empreendimento para criar 16 destes centros. De uma maneira geral, estes, financiados pela Coreia do Sul, são edificados por parcerias comunitárias e a responsabilidade na gestão é de grupos locais.

O dirigente acrescentou que “além da construção dos referidos centros, o montante disponibilizado permite a elaboração de manuais de matemática, de inglês e de coreano, propicia a implementação de programas de alfabetização, de aquisição de competências para a vida e de formação de professores e possibilita o pagamento de salários dos funcionários”.

Luís Soares espera que a parceria entre Timor-Leste e a Coreia do Sul, através do Timor-Leste Bridge Project, se prolongue, de modo a contribuir para a promoção do direito dos cidadãos à educação e a tornar-se uma ponte de esperança para aqueles se encontram excluídos da educação formal, ao completarem os seus estudos de ensino recorrente nos centros de aprendizagem comunitária estabelecidos em cada município.

Por sua vez, a representante da Comissão Nacional para a UNESCO da Coreia do Sul, Grace Kim, mostrou-se orgulhosa por participar na cerimónia oficial de abertura do Centro de Aprendizagem Comunitária em Maumeta, considerando que o espaço permitirá aos jovens adquirirem mais conhecimentos. A coreana lembrou que, após a pandemia, se constatou um aumento da taxa de abandono escolar, pelo que qualquer oportunidade de aprendizagem fora dos muros escolares se torna muito importante.

Como tal, Grace Kim considera que a abertura do Centro de Aprendizagem Comunitária em Maumeta “é um emblema de esperança que mostra a determinação de Timor-Leste em não deixar a aprendizagem parar em qualquer situação”, acrescentando que acredita que este centro servirá de alicerce para o desempenho pessoal e profissional dos cidadãos, especialmente da comunidade daquele município.

O representante do Ministério da Educação, Deolindo da Cruz, elogiou o apoio no desenvolvimento de competências de literacia e de numeracia que os centros de aprendizagem comunitária disponibilizam, aconselhando os jovens que não concluíram o ensino formal a aproveitarem as oportunidades que o centro oferece. Finalmente, Deolindo Cruz, acrescentou que os diplomas passados pelo centro são reconhecidos e emitidos pela Direção de Ensino Recorrente do Ministério da Educação.

Por seu turno, o Administrador do município de Liquiçá, Pedro Paulo Gomes, em nome da comunidade local, agradeceu ao Governo da Coreia do Sul por construir este centro. “Estamos contentes com a criação do centro de aprendizagem, pois ele vai proporcionar oportunidades de aprendizagem a quem ainda não sabe ler, nem escrever, bem como àqueles que abandonaram a educação formal de adquirirem conhecimentos para se adaptarem às mudanças tecnológicas atuais e futuras”.

Notícia relacionada: Inaugurado Centro de Aprendizagem Comunitária Fitun em Ermera

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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