DÍLI, 18 de outubro de 2023 (TATOLI) – Foram ontem assinados acordos entre o Governo e cinco empresas importadoras de bens alimentares para implementação de um subsídio visando a estabilização do preço do arroz no mercado. O acordo pretende subsidiar o preço do arroz importado pelas empresas que adiram ao mercado para que depois estas, vendendo-o a retalhistas ou ao público em geral, diminuam o preço de venda. A informação foi proveniente do Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Ágio Pereira, na qualidade de Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos em exercício.
As cinco empresas que ontem formalizaram o acordo com o Governo são a Perissos Victoria, Loja Creative Furak, a Lisun Importação no Exportação, a Jusibel Unipessoal e a Alfa Dili Unipessoal.
“Os acordos celebrados visam assegurar que o preço do arroz importado, comercializado nos armazéns das empresas nacionais de venda a grosso de arroz, seja fixado no montante máximo de 12 dólares americanos por cada saco ou parcela de 25 kg, de modo a permitir que a venda a retalho seja estabelecida a um preço máximo de 50 centavos por cada quilograma de arroz”, referiu Ágio Pereira, num comunicado, a que a Tatoli teve acesso.
Segundo o governante, para cumprir este limite de preço máximo, as empresas nacionais de venda a grosso de arroz ou os operadores económicos nacionais importadores grossistas receberão um subsídio no valor de 5 dólares americanos por cada saco ou parcela de 25 Kg, o que corresponde a 20 centavos por cada quilograma de arroz.
O ministro acrescentou que para aceder ao subsídio, as empresas devem submeter pedidos de ressarcimento, acompanhados de uma cópia autenticada pela Autoridade Aduaneira, comprovando a importação do produto de acordo com as especificações definidas pelo Decreto-Lei n.º 76/2023, de 29 de setembro, que estabeleceu esta medida.
Yati Zaka é gerente da Loja Creative Furak Lda, uma das principais empresas importadoras de arroz em Timor-Leste e tem atualmente em stock nove mil toneladas de arroz nos seus armazéns. A gerente informou que a sua empresa “está disponível para se coordenar com o Governo no sentido de estabilizar do preço do arroz no mercado interno de Timor-Leste”. A responsável acrescentou que não conhece ainda o mecanismo de pagamento do subsídio e que o acordo não menciona o total do orçamento disponível. “Estamos, por isso, à espera de informações do Ministro do Comércio e Indústria”.
Jornalistaː Domingos Piedade Freitas
Editoraː Isaura Lemos de Deus




