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INCLUSÃO SOCIAL, HEADLINE

Fórum apela a partidos políticos que respeitem pessoas com deficiência

Fórum apela a partidos políticos que respeitem pessoas com deficiência

Diretor do FONGTIL, Valentim da Costa Pinto. Imagem Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 01 de maio de 2023 (TATOLI) – O Fórum das Organizações Não-Governamentais de Timor-Leste (FONGTIL) pediu aos 17 partidos políticos que concorrem, este ano, às eleições legislativas para que não sejam preconceituosos quando, no âmbito da campanha eleitoral, se referem às pessoas com deficiência.

“A sociedade civil espera que os partidos políticos não utilizem palavras inadequadas quando se referirem às pessoas com deficiência, devendo ser rejeitados termos como  aleijado, coxo, mouco, louco, entre outros”, declarou o Diretor-Executivo do FONGTIL, Valentim da Costa Pinto, na passada sexta-feira, numa conferência de imprensa, em Caicoli.

Já o Diretor interino da Associação Halibur Deficiência Matan Timor-Leste (AHDMTL), Gabriel Ponciano de Sousa, lamenta que alguns líderes políticos continuem a usar expressões depreciativas.

“As pessoas com deficiência sentem-se ofendidas quando os líderes partidários, no âmbito da campanha e como forma de ofender os adversários, adotam termos associados a deficiência como, por exemplo ‘governação cega e surda’”, disse.

A associação considera que os partidos colocaram na agenda do palco político a problemática da inclusão das pessoas portadoras de deficiência, mas não as protegem e tampouco as dignificam.

“A AHDMTL pede aos líderes dos partidos políticos para tomar em consideração as recomendações já existentes a bem da inclusão social, da proteção e garantia dos direitos das pessoas com deficiência em Timor-Leste. Vamos juntos lutar para que a deficiência não represente uma barreira social. A este propósito, convém alertar para a necessidade de colocação de rampas nos locais de campanha”, observou.

Caso os partidos políticos continuem a usar linguagem preconceituosa, a associação irá tomar medidas legais, ressaltou Gabriel Sousa. O dirigente também recomendou à Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça, ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral e à Comissão Nacional de Eleições para procurarem estratégias de sensibilização sobre esta questão.

De acordo com dados de 2015, existem em Timor-Leste 38.118 pessoas com deficiência, sendo que mais de 14 mil têm problemas de visão, sete mil apresentam distúrbios mentais e os restantes são surdos e/ou mudos. Não há dados para pessoas com deficiências motoras.

Equipa da TATOLI

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