DILI, 16 de dezembro de 2022 (TATOLI) – A falta de materiais didáticos adequados no curso de Inclusão Comunitária e Social (DICS) na Universidade Nacional Timor-Lorosae (UNTL) prejudica os estudantes, em especial, os com deficiência.
“Os alunos [com problemas de visão] são obrigados a gravar as explicações dos professores para, depois, mais tarde, estudarem e reverem os conteúdos ensinados”, disse Cecília Pereira, a diretora do Departamento.
O curso de bacharelato debate-se também com a falta de salas, laboratório e equipamentos para as aulas práticas. Tem apenas uma sala para 200 estudantes e 12 professores, sendo que só três são permanentes e não há docentes especializados para todos os tipos de deficiência.
“Temos dificuldade em ensinar os estudantes com transtornos mentais, porque não temos professores para esta área. A UNTL não tem um laboratório de informática e aparelhos próprios para os alunos com deficiência visual e auditiva.”, avançou.
Para além dos portadores de problemas de visão, audição e mobilidade reduzida, são também estudantes do DICS os familiares e membros das organizações que prestam assistência à comunidade.
Luís Faria, um estudante com deficiência visual, elogia o programa da universidade por lhe ter dado a oportunidade de ter acesso à educação.
“Pensava que era impossível entrar na universidade, mas agora aqui estou e aprendo muito”, afiançou Luís.
Dada a sua condição, Luís tem dificuldade de apanhar transportes públicos, pelo que pede ao Governo que disponibilize uma viatura para a UNTL.
“Tenho um amigo, também com deficiência visual, mas o problema dele não é muito grave. Vamos, muitas vezes, juntos para a universidade, mas quando ele não vai às aulas, tenho dificuldade em ir sozinho”, contou.
Luís Faria, apesar das suas limitações, mostra-se esperançado de que possa terminar os estudos.
Equipa da Tatoli




