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ONG pedem a autoridades locais que disponibilizem terrenos para cultivo de algodão

ONG pedem a autoridades locais que disponibilizem terrenos para cultivo de algodão

Fundadora da Organização Não-Governamental Timor Aid, Céu Lopes.

DÍLI, 14 de dezembro de 2022 (TATOLI) – As Organizações Não-Governamentais Timor Aid e Fundação Alola pediram a várias autoridades municipais para disponibilizarem terrenos de modo a iniciar o cultivo de algodão.

As organizações já identificaram um hectare de terreno em cada um dos municípios de Baucau, Bobonaro, Covalima, Lautém, Viqueque e na Região Administrativo Especial de Oé-Cusse Ambeno.

A estes terrenos, as ONG em apreço aconselham que sejam utilizados para cultivar a matéria-prima para a produção do tais, o algodão, e para criar infraestruturas próprias para acolher e expor os padrões do tais e, desse modo, unir todos os artefactos culturais de cada município.

“Pedimos à autoridade municipal de Lautém e esta já ofereceu um hectare de terreno para o cultivo de algodão e árvores de cores. Estamos agora a contatar a autoridade de Oé-Cusse e outras”, afirmou a fundadora da Timor Aid, Maria Céu, à margem de um seminário para comemorar o Dia Nacional do Tais, no Centro de Convenções de Díli

A iniciativa surgiu porque grupos de tecelãs de Viqueque, Lautém e do enclave de Oé-Cusse, encontram dificuldades para produzir tais tradicional devido à falta de algodão. Pretendem, portanto, plantá-lo. Atualmente, a maioria de tecelãs utiliza algodão moderno ou contemporânea para a produção do tais.

“Podemos produzir o tais com algodão moderno, mas não podemos abandonar a herança dos nossos antepassados. As organizações criaram, por isso, uma rede de tecelãs para se unirem em grupos”, disse Maria Céu.

A este propósito, o Parlamento Nacional aprovou uma verba de 2,2 milhões de dólares americanos para a criação, no próximo ano, de um museu nacional para salvaguardar o tecido nacional timorense, o tais, sobretudo desde que foi instituído como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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