DÍLI, 30 de setembro de 2022 (TATOLI) – Uma nova conceção de planeamento familiar, adaptada ao contexto de Timor-Leste, bem como o desejo de instituir uma política que promova uma gestão familiar a longo prazo, traga poder às famílias no que toca à suas opções futuras de vida e ainda melhores cuidados de saúde, nomeadamente pré-natais, levaram o Ministério da Saúde a lançar um livro sobre a Política Nacional de Planeamento Familiar em Timor-Leste.
O lançamento deste livro surge na sequência da resolução da Política Nacional de Planeamento Familiar, já aprovada pelo Conselho de Ministros, de aderir ao Plano de Ação da Conferência Internacional da População e Desenvolvimento.
“A nova política é considerada como um instrumento forte para fortalecer as famílias no sentido de educar e promover a saúde na família e contribuir para a melhoria da prestação dos cuidados pré-natais”, informou a Ministra da Saúde, Odete Belo, em Caicoli, Díli.
Odete Belo destacou a necessidade de agregados familiares seguirem a política do planeamento familiar para que deem espaço a um desenvolvimento saudável das crianças e um conhecimento e controle melhor a respeito das doenças transmissíveis, visando a redução da mortalidade maternal e infantil.
Segundo a governante, é necessário que os profissionais de saúde timorenses e estrangeiros tenham acesso a este livro para desenvolver um plano estratégico ou um guia para a implementação desta política.
Odete Belo referiu igualmente a importância do investimento nos recursos humanos para a melhoria da qualidade da prestação de serviços de saúde, elogiando por isso, o apoio o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, inglês) por dar formação aos funcionários de saúde de modo a estes prestarem uma melhor assistência ao planeamento familiar e à saúde reprodutiva no país.
Também o representante do UNFPA, José António, declarou que o UNFPA e a Organização Mundial de Saúde louvaram o esforço do Governo timorense na saúde, nomeadamente em saúde reprodutiva.
De acordo com um estudo demográfico na área de saúde em 2016, que incidiu em mulheres com idades entre os 15 e os 49 anos, 24% delas encontraram-se numa situação de casamento precoce e 65% mulheres estavam num estado de relações sexuais ativas, mas solteiras e sem e sem qualquer tipo de planeamento familiar.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




