DÍLI, 08 de setembro de 2022 (TATOLI) – O combate à desnutrição e nanismo infantil foram tema de debate num fórum sobre Nutrição e Segurança Alimentar organizado pelo gabinete do Primeiro-Ministro e pelo Banco Mundial.
Filipe da Costa, ponto focal do Movimento Global para a Melhoria da Nutrição em Timor-Leste, salientou que o objetivo do fórum é discutir estratégias para combater a desnutrição infantil no país. Ele detalhou: “Pretendemos discutir planos futuros e novas formas de melhorar o investimento para o combate à subnutrição. Esperamos que haja uma coordenação adequada para implementar os planos e as ações contra a desnutrição e o nanismo infantil”.
Nestes termos, de acordo com Filipe Costa, a grande ambição é diminuir a taxa de nanismo infantil de 47 para 20% até 2030. Para este efeito, o responsável revelou que “o Executivo timorense tem 18 planos prioritários que estão divididos em sete setores que serão implementados, entre outros, nos domínios da saúde, educação, agricultura”.
O ponto focal especificou que algumas medidas já estão em desenvolvimento e exemplificou: “O Ministério da Saúde e o da Educação estão a distribuir suplementos alimentares de micronutrientes, vitamina A e a merenda escolar”.
O representante do Banco Mundial, Bernard Harborne, por seu turno, declarou que a instituição que representa “está empenhada em trabalhar em estreita colaboração com o gabinete do Primeiro-Ministro e com o Ministério da Saúde, de modo a implementar os compromissos que foram assumidos pelo Executivo timorense em questões de segurança alimentar”.
Questionado sobre o montante do financiamento para apoiar o Governo no combate à subnutrição e nanismo infantil, Bernard Harborne revelou que se estima serem necessários cerca de 50 milhões de dólares por ano.
O dirigente sublinhou que o Ministério da Saúde tem um bom plano de atuação, mas julga ser fundamental a colaboração de várias linhas ministeriais e dos parceiros de desenvolvimento para diminuir as altas taxas de subnutrição e nanismo infantil.
“Sabemos, por exemplo, que no próximo ano, o Executivo timorense vai disponibilizar 10 milhões ao Ministério da Saúde para tratar da nutrição, mas existem outras áreas, como o acesso a água potável nas comunidades rurais, bem como um investimento em educação”, advertiu Bernard Harborne.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




