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“Maunana Humilde e Revolucionário” descreve a luta de Cornélio Ximenes no período de ocupação

“Maunana Humilde e Revolucionário” descreve a luta de Cornélio Ximenes no período de ocupação

O Secretário de Estado para a Comunicação Social, Merício Juvinal dos Reis ‘Akara’, o escritor Amito Qonusere Araújo, e o Brigadeiro-General das F-FDTL, Cornélio Ximenes ‘Maunana’, no lançamento do livro. Imagem Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 30 de agosto de 2022 (TATOLI) – O escritor Amito Qonusere Araújo lançou  “Maunana Humilde e Revolucionário”, um livro com o qual pretende informar o público sobre o envolvimento do atual Brigadeiro-General das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Cornélio Ximenes ‘Maunana’, na luta pela libertação de Timor-Leste.

O autor começou a escrever o livro em 2019 e afirmou que o processo de escrita exigiu energia e paciência, uma vez que envolveu entrevistas, investigação e edição.

A obra descreve a resistência timorense do ponto de vista do Brigadeiro-General Cornélio Ximenes ‘Maunana’, que esteve envolvido na luta pela libertação do país, durante 24 anos no Posto Administrativo de Loré, do município de Lautém. A título de exemplo, Maunana sobreviveu ao primeiro assalto a três postos de segurança dos militares indonésios na aldeia Chay em 1979.

No geral, a  obra é composta por 14 capítulos e 229 páginas. Descreve os dados pessoais do Brigadeiro-General Maunana, a sua participação na frente armada, testemunha da reestruturação radical das FALINTIL e FRETILIN em 1984, a detenção de Xanana Gusmão em 1992 e a contribuição da comunidade de Loré para a  independência do país.

Amito Qonusere Araújo informou ainda que está a escrever um segundo volume sobre a resistência em Loré e que, de acordo com as suas expectativas, será lançado entre 28 de novembro e 08 de dezembro do próximo ano.

A este propósito, Cornélio Ximenes ‘Maunana’ salientou que o lançamento da obra pretende desafiar outros líderes da resistência a escreverem a sua própria história. Elogiando o autor, pedido semelhante teve o Secretário de Estado para a Comunicação Social, Merício Juvinal dos Reis ‘Akara’, considerando que “é uma referência para incentivar outros autores a escreverem também sobre a realidade do país”.

“A iniciativa veio do autor, pois eu nunca tinha pensado em escrever um livro. Apesar de estar a envelhecer, estou disposto a colaborar com o escritor. Espero que os outros possam escrever os seus livros”, afirmou.

O governante acrescentou que, na senda de uma lacuna legal constatada, se vai coordenar com os deputados do Parlamento Nacional para se agendar uma discussão sobre a lei da proteção dos direitos dos autores.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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