DÍLI, 21 de outubro de 2021 (TATOLI) – Mais 60 trabalhadores timorenses partiram hoje para Coreia do Sul, disse o Diretor Nacional do Emprego Exterior da Secretaria de Estado para a Formação Profissional e Emprego, Filomeno Soares.
“Do total, 25 vão trabalhar nas fábricas e os restantes na área das pescas”, afirmou o diretor, no Aeroporto Internacional Nicolau Lobato, em Díli.
Segundo Filomeno Soares, os trabalhadores são apenas homens, pois trata-se de “um trabalho duro”.
O responsável referiu ainda que ao chegarem ao país, deverão cumprir quarentena.
Já o Diretor-Geral da SEFOPE, Paulo Alves, tinha antes dito que os trabalhadores deviam preparar quatro mil dólares para despesas de viagem – bilhetes, vistos e alojamento para quarentena.
“Antes da partida, os trabalhadores irão cumprir um dia de quarentena num dos estabelecimentos localizados em Díli, que é paga pelos próprios e custa entre 30 e 40 dólares. Quando chegarem à Coreia do Sul, terão de suportar as despesas de alojamento durante os 14 dias, num montante de 1.500 dólares”, acrescentou.
Paulo Alves mostrou-se satisfeito com o compromisso do Governo sul-coreano em disponibilizar mais postos de trabalho para os cidadãos timorenses, depois de ter sido forçado a suspender a abertura de novas vagas devido ao confinamento obrigatório imposto no país para fazer face ao novo coronavírus.
Armindo Afonso, um dos timorenses que se deslocou hoje para a Coreia do Sul, contou que vai trabalhar na indústria durante mais de quatro anos, afirmando que podia ter partido em 2020, mas as viagens foram suspensas devido à pandemia.
O contrato destes trabalhadores timorenses tem a duração mínima de três anos e máxima de quatro anos e oito meses.
Recorde-se que o programa de envio de trabalhadores de Timor-Leste para a Coreia do Sul foi estabelecido em 2009. Até à data, registam-se 3.636 timorenses a trabalhar neste país, dos quais 803 já regressaram.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




