DÍLI, 01 de junho de 2021 (TATOLI) – O Governo, os parceiros e a Organização das Nações Unidas (ONU) lançaram um fundo de 32 milhões de dólares americanos para responder a necessidades humanitárias e respetiva recuperação até dezembro.
A iniciativa aconteceu devido ao desastre natural de 4 de abril de 2021 que afetou 33.835 agregados familiares na capital e municípios, bem como infraestruturas públicas e privadas.
“O apoio consiste em 32,7 milhões de dólares americanos, 8,8 dos quais respondem a necessidades imediatas, e 23,9 a necessidades a curto prazo. O apoio auxilia, direta e indiretamente, 60.000 pessoas afetadas pelas inundações”, como consta da nota a que a Tatoli teve acesso na terça feira.
O apoio define nove atividades prioritárias: a coordenação e gestão dos acampamentos e abrigos de emergência, o abastecimento de água, saneamento e higene, proteção, alimentos nutritivos, cuidados de saúde, educacão, meios de subsistência e logística de emergência.
O Governo também alocou 65,2 milhões de dólares americanos e os parceiros humanitários, juntamente com a Organização das Nações Unidas (ONU), comprometeram-se a apoiar com 10,7 milhões de dólares.
A nota refere que uma avaliação rápida colmata as lacunas críticas do financiamento para que se possa atender às necessidades da população afetada. Assim, poder-se-á reiniciar a recuperação.
O comunicado sublinha que o Governo timorense fez um grande esforço para aumentar o fundo de contigência de modo a implementar o programa a curto e longo prazo para a recuperação da população afetada pelas inundações. No entanto, este programa continua a ter lacunas financeiras significativas.
O documento contém um apelo à “contribuição dos parceiros voluntários de desenvolvimento para ajudar Timor-Leste e elevar a capacidade de resposta para a recuperação da catástrofe”.
A nota explica que o Governo se coordena com os parceiros humanitários de forma a executar o plano de resposta às inundações de abril de 2021, que começou em maio e continuará até dezembro.
O comunicado declara que participam neste plano de resposta, durante sete meses, 20 organizações,nove funcionários da ONU, 63 parceiros humanitários e 14 funcionários dos ministérios.
A nota identifica os estragos das infraestruturas públicas, instalações de saúde e centros de quarentena e isolamento da covid-19. O desastre natural danificou ainda 2.163 hectares de áreas agrícolas.
A nota garante que a população afetada será beneficiária, direta e indiretamente, desta resposta, que também inclui a reabilitação de infraestruturas.
Jornalista: Antónia Gusmão
Editora: Julia Chatarina/Tradutora : Jesuína Xavier




