DÍLI, 3 de julho de 2026 (TATOLI) – O Instituto de Qualidade de Timor-Leste (IQTL) lançou hoje a primeira pedra do Laboratório de Alimentos e Bebidas. A nova infraestrutura vai reforçar o controlo da qualidade e da segurança alimentar e apoiar as empresas nacionais na exportação dos seus produtos.
A obra está a cargo da empresa local Regulesleo, com um investimento superior a 98 mil dólares americanos e um prazo de execução de seis meses.
Na cerimónia, em Bebora, Díli, o Coordenador-Geral do Ministério Coordenador dos Assuntos Económicos, Jorge de Carvalho, disse que o novo laboratório vai colmatar uma lacuna no país. Timor-Leste tem um laboratório de calibração, mas ainda não tem uma unidade especializada na análise da qualidade de alimentos e bebidas.
“Com esta infraestrutura, o setor privado passará a dispor de um espaço próprio para realizar testes laboratoriais, obter certificados de qualidade e acreditações dos produtos destinados aos mercados internacionais, sem necessidade de recorrer a laboratórios no estrangeiro”, afirmou.
Segundo o responsável, a inexistência deste serviço tem obrigado os produtores timorenses a enviar amostras para laboratórios no estrangeiro, suportando custos elevados e atrasando os processos de exportação.
Jorge de Carvalho manifestou ainda a expectativa de que a obra esteja concluída dentro do prazo previsto, entre julho de 2026 e janeiro de 2027, para que o laboratório possa começar a prestar serviços às empresas nacionais o mais rapidamente possível.
Por sua vez, a Presidente do IQTL, Izilda da Luz, explicou que o laboratório terá como principal missão realizar análises laboratoriais para garantir que os alimentos e bebidas distribuídos nos mercados nacional e internacional cumpram os padrões de qualidade, segurança e os requisitos legais aplicáveis.
A responsável salientou que a infraestrutura vai monitorizar a qualidade e a segurança dos produtos, apoiar a implementação das normas e regulamentos do Governo e fornecer dados científicos que sustentem a tomada de decisões regulatórias, contribuindo igualmente para a proteção da saúde pública.
“Iremos apoiar o setor privado, que atualmente é obrigado a gastar avultadas quantias para enviar amostras ao estrangeiro para realização de testes laboratoriais”, sublinhou.
Jornalista: Arminda Fonseca/Tradutor: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




