DÍLI, 29 de junho de 2026 (TATOLI) — O Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) aprovou um financiamento adicional de 4,95 milhões de dólares americanos destinado ao Projeto de Melhoria dos Meios de Subsistência através do Café e da Agrofloresta (CALIP, em inglês) em Timor-Leste, com o objetivo de reforçar a resiliência dos pequenos agricultores e promover práticas agrícolas sustentáveis.
O montante inclui uma subvenção de quatro milhões de dólares do Fundo Asiático de Desenvolvimento e 950 mil dólares do Fundo Verde para o Clima, no âmbito do Fundo de Investimento do Programa de Parceria para a Resiliência Comunitária.
O projeto deverá abranger entre duas e quatro mil famílias nos municípios de Aileu, Ainaro, Bobonaro, Ermera, Liquiçá e Manufahi, apoiando a adoção de sistemas agroflorestais baseados no café, com vista à melhoria da produção, da qualidade do produto e da segurança alimentar.
Segundo o Encarregado do BAD em Timor-Leste, Michael Walsh, o café continua a ser um pilar essencial dos meios de subsistência rurais no país. O responsável destacou que o reforço do financiamento permitirá aumentar a resiliência dos agricultores face às alterações climáticas e melhorar as oportunidades de rendimento, em particular para mulheres e jovens.
De acordo com o BAD, a baixa produtividade do setor, aliada ao aumento das temperaturas, à irregularidade das chuvas e à maior incidência de pragas e doenças, continua a representar um desafio significativo para as comunidades produtoras.
O programa irá também reforçar a formação técnica, promover a demonstração de sistemas agroflorestais já implementados e melhorar a comercialização do café, ao mesmo tempo que apoia o Governo no planeamento e na coordenação do setor agrícola.
O projeto será liderado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas, em articulação com a Secretaria de Estado da Igualdade e com a Associação Café Timor, com o objetivo de fortalecer a participação económica das mulheres e a cadeia de valor do café.
Equipa da Tatoli




