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Delegação ministerial da CPLP visita Escola Amiga da CPLP em Díli

Delegação ministerial da CPLP visita Escola Amiga da CPLP em Díli

A delegação dos Ministros da Educação CPLP visitou, esta quinta-feira, a Escola Secundária-Geral 4 de Setembro UNAMET, em Balide, Díli, integrada na Rede de Escolas Amigas da CPLP. Foto: Afonso do Rosário

DÍLI, 8 de maio de 2026 (TATOLI) – A delegação dos Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) visitou, esta quinta-feira, a Escola Secundária-Geral 4 de Setembro UNAMET, em Balide, Díli, integrada na Rede de Escolas Amigas da CPLP.

Criada em 2023 em Luanda, Angola, a Rede de Escolas Amigas da CPLP integra escolas de todos os níveis (básico, secundário-geral e técnico-profissional), públicas ou privadas, dos Estados-Membros ou de países terceiros, que partilhem os ideais da CPLP e apoiem a sua missão.

A iniciativa visa, entre outros, fomentar intercâmbios escolares, partilha de experiências e boas práticas educativas; promover os princípios da CPLP através da introdução do conceito de Educação para o Desenvolvimento; reforçar o ensino da língua portuguesa; e conhecer a realidade social e cultural dos Estados-Membros.

A visita decorreu no âmbito da XIV Reunião de Ministros da Educação da CPLP, realizada em Díli, e teve como objetivo apresentar aos representantes dos Estados-Membros as iniciativas desenvolvidas por Timor-Leste na promoção da língua portuguesa e no reforço da cooperação educativa no espaço lusófono.

Durante a visita, os ministros conheceram as instalações da escola, assistiram a apresentações culturais e à declamação de poesias protagonizadas pelos estudantes.

A Secretária de Estado da Administração Escolar de Portugal, Maria Luísa Oliveira, afirmou que a visita permitiu aos representantes ministeriais conhecer de perto a realidade educativa timorense e acrescentou que considerou a experiência essencial para a definição de políticas de cooperação entre os países da CPLP.

“É muito importante para nós conhecermos a realidade, porque só com o conhecimento da realidade podemos definir medidas para promover a colaboração e a cooperação. É fundamental estarmos no terreno, sentir a alegria das crianças, o empenho dos professores e a competência da direção da escola”, declarou.

A responsável acrescentou que o contacto direto com os estudantes e com os docentes facilita a identificação das necessidades do setor educativo.

“Quando conhecemos aquilo que se passa no terreno, mais facilmente conseguimos definir as medidas necessárias para melhorar a educação em Timor-Leste. Estamos todos muito empenhados em ajudar, melhorar e transformar”, sublinhou.

Por sua vez, o Diretor-Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, João Neves, destacou que a Rede de Escolas Amigas da CPLP tem como principal objetivo aproximar os estudantes dos diferentes países lusófonos, apesar da distância geográfica.

“O objetivo da rede de escolas da CPLP é exatamente aproximar aquilo que fisicamente está longe. Os nossos países estão muito distantes geograficamente, mas nas escolas de Timor ensinam-se e vivem-se realidades próximas das escolas de São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique ou Portugal”, afirmou.

Segundo João Neves, a iniciativa pretende reforçar os laços entre os jovens da CPLP através da língua portuguesa e da partilha de experiências educativas.

“A ideia da rede de escolas é aproximar estes estudantes para que possam conhecer melhor aquilo que crianças da sua idade fazem noutros países. Não basta falarmos português. Temos de utilizar essa língua para nos aproximarmos ainda mais”, frisou.

O responsável manifestou ainda satisfação pelo investimento de Timor-Leste na educação e na valorização da língua portuguesa.

“Os timorenses estão a apostar na educação e fazem-no tanto com a sua língua materna, o tétum, como com a língua portuguesa, utilizada para aceder ao conhecimento escolar. Isso é motivo de grande satisfação, porque estes jovens garantem um futuro para Timor-Leste onde se preservarão as duas línguas”, referiu.

Na mesma linha, o Diretor da Escola Secundária-Geral 4 de Setembro UNAMET, Sérgio da Cruz, afirmou que, durante a visita, os ministros demonstraram curiosidade em conhecer a origem do nome da escola.

“Quiseram saber o porquê da escola se chamar 4 de Setembro UNAMET. Este nome está diretamente ligado à história de Timor-Leste, sobretudo ao anúncio dos resultados do referendo feito pelas Nações Unidas a 4 de setembro de 1999”, explicou.

Notícia relacionada: Diretor-Geral da CPLP: Educação é vetor estruturante da organização

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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