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António Guterres apela ao apoio dos Estados-Membros para evacuação de marinheiros e navios da zona de conflito

António Guterres apela ao apoio dos Estados-Membros para evacuação de marinheiros e navios da zona de conflito

Fonte governamental

DÍLI, 28 de abril de 2026 (TATOLI) – O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu hoje aos Estados-Membros da organização para apoiarem o quadro de evacuação de emergência elaborado pela Organização Marítima Internacional (OMI), com o objetivo de evacuar com segurança navios e marinheiros retidos na zona de conflito.

Em causa está o bloqueio no Estreito do Ormuz imposto não só pelos Estados Unidos da América, mas também pelas autoridades iranianas.

No seu discurso proferido ao Conselho de Segurança da ONU, no âmbito da reunião sobre a Segurança e Proteção das Vias Marítimas no Domínio Marítimo, o dirigente destacou a urgência da situação, sublinhando que “a passagem segura e desimpedida é uma necessidade económica e humanitária imperativa”.

O Secretário-Geral alertou ainda que o impacto económico do conflito foi imediato, afetando o comércio global e colocando a economia sob pressão. “Todos estão a pagar o preço”, afirmou António Guterres num comunicado a que a Tatoli teve acesso.

O dirigente lembrou que por trás dos números de carga e das flutuações de preços, há pessoas. “Mais de 20 mil marinheiros continuam retidos no mar, e mais de duas mil embarcações comerciais estão presas numa teia de riscos e restrições à navegação. Estes homens e mulheres não são partes em nenhum conflito. São trabalhadores civis que mantêm o mundo abastecido. A sua segurança, o seu bem-estar e os seus direitos devem ser protegidos em todos os momentos e em todas as águas”, salientou.

António Guterres apelou aos Estados-Membros para que se unam ao esforço da OMI e apoiem o quadro de evacuação de emergência, um plano coordenado que visa garantir o movimento seguro, a assistência e a proteção das tripulações afetadas, de acordo com o direito internacional.

O dirigente da ONU reforçou ainda a importância de se respeitar os direitos de navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. “A proibição da ameaça ou do uso da força, prevista na Carta da ONU, aplica-se plenamente no mar”, referiu.

Apelou igualmente para que as partes em conflito permitam o livre trânsito através do estreito, sem imposição de taxas ou discriminação. “Abram o Estreito. Deixem os navios passar. Sem taxas. Sem discriminação. Deixem o comércio retomar. Deixem a economia global respirar”, declarou.

Por sua vez, o Secretário-Geral da OMI, Arsenio Dominguez, também fez um apelo à comunidade internacional, destacando que o princípio da liberdade de navegação é inegociável, e que os navios devem poder operar sem entraves, em conformidade com o direito internacional.

“A nossa principal preocupação continua a ser a segurança e o bem-estar dos marinheiros inocentes presos no Golfo devido ao conflito”, disse, revelando que a OMI já iniciou o desenvolvimento de um quadro de evacuação para garantir a segurança dos marinheiros, utilizando o esquema de separação de tráfego existente na região.

O dirigente afirmou que os esforços estão a ser realizados em colaboração com os países da região, incluindo o Irão, e que a implementação do plano será feita assim que as condições de segurança permitam.

Por seu turno, o Representante Permanente de Timor-Leste junto da ONU, Dionísio Babo, presente no evento, defendeu que a segurança marítima constitui uma questão de “sobrevivência nacional”, sobretudo para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, fortemente dependentes do oceano para as suas economias, sistemas alimentares e meios de subsistência.

Notícia relevante: ONU apela à continuação do diálogo entre EUA e Irão

Equipa da Tatoli

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