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Desafios da IA no país em debate

Desafios da IA no país em debate

Os participantes debateram os desafios da adoção da Inteligência Artificial (IA). Foto de Afonso do Rosário

DÍLI, 26 de fevereiro de 2026 (TATOLI) – Os desafios da adoção da Inteligência Artificial (IA) em Timor-Leste estiveram hoje em debate, no Salão da Associação HAK, no Farol, em Díli.

A iniciativa, organizada pela Fundasaun Hadomi Timor (FHT), em parceria com a The Asia Foundation, reuniu estudantes universitários e representantes da sociedade civil, de instituições públicas, do setor das tecnologias de informação e comunicação.

O Diretor-Executivo da FHT, Abrão Monteiro, afirmou que o debate incidiu sobre os principais obstáculos à implementação da IA no país e sobre a identificação de soluções para apoiar a transformação digital e reforçar a compreensão dos seus impactos.

Segundo o dirigente, a IA pode contribuir para a eficiência dos serviços públicos e privados, permitindo decisões mais rápidas e baseadas em dados, mas não substitui o ser humano. Destacou ainda  a necessidade de se investir em formação de recursos humanos e em infraestruturas digitais.

“Este encontro visa identificar soluções para uma adoção ética e sustentável da IA em Timor-Leste. A tecnologia integra o desenvolvimento global e pode trazer benefícios significativos ao país. No entanto, enfrentamos limitações importantes, como infraestruturas digitais insuficientes e a falta de recursos humanos especializados”, afirmou.

Por sua vez, o Diretor-Executivo da Agência de Tecnologia, Informação e Comunicação (TIC Timor), Venâncio Pinto, destacou a importância de alinhar o país com as iniciativas da Associação das Nações do Sudeste Asiático, afirmando que, como membro da organização, o país deve acompanhar as tendências tecnológicas e garantir a segurança digital.

“A Inteligência Artificial oferece oportunidades, mas também apresenta riscos, sobretudo a desinformação e o uso indevido da tecnologia. É fundamental criar legislação e mecanismos de proteção de dados para assegurar que a IA seja utilizada de forma responsável”, referiu.

Venâncio Pinto alertou para o uso da IA em campanhas de difamação e na criação de conteúdos manipulados, sublinhado a necessidade de legislação adequada para combater crimes cibernéticos e proteger dados pessoais.

Segundo o responsável, o Ministério da Justiça, em coordenação com a TIC Timor, tem em curso a elaboração de um esboço de lei sobre a cibersegurança no país.

Na mesma linha, Nelson Lay, estudante da Universidade Nacional Timor Lorosa’e, presente no evento, defendeu que a IA pode ser uma ferramenta útil para o acesso ao conhecimento e à investigação. “Os jovens já recorrem à  IA para consultar referências e obter informações. Contudo, é importante que esta utilização seja responsável e complemente a aprendizagem tradicional”, frisou.

Notícia relevante: Miguel Manetelu destaca prioridades de Timor-Leste na Reunião Digital da ASEAN 

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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