DÍLI, 23 de fevereiro de 2026 (TATOLI) – O Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas (MAPPF) lançou hoje o projeto Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA, em inglês).
O lançamento foi realizado em parceria com a Partnerships in Environmental Management for the Seas of East Asia (PEMSEA), uma iniciativa regional focada na gestão ambiental dos mares do Leste da Ásia.
O ODA foca-se em iniciativas de gestão de resíduos plásticos nas zonas costeiras e será implementado em Liquiçá, Manatuto e Díli, incluindo em Ataúro, com o objetivo de combater o lixo marinho, que contribui para a degradação da biodiversidade marinha.
O projeto conta com um apoio financeiro de dois milhões de dólares americanos, disponibilizado pelo Governo da Coreia do Sul, e terá uma duração de dois anos.
O Ministro da tutela, Marcos da Cruz, explicou que se trata de uma iniciativa conjunta entre Timor-Leste e as Filipinas. “No total, são dez as zonas costeiras que serão abrangidas pelo projeto: quatro em Timor-Leste e seis nas Filipinas”, afirmou o governante, durante a cerimónia de lançamento, realizada em Comoro, em Díli.
“Temos um grande programa denominado Economia Azul, que nos orienta a desenvolver e proteger o nosso mar. No entanto, sabemos que muitas comunidades ainda deitam lixo indiscriminadamente, o que acaba por prejudicar os animais marinhos, especialmente durante a época das chuvas”, salientou, explicando que a escolha das quatro zonas em Timor-Leste foi feita com base na riqueza de espécies marinhas e na biodiversidade existente nessas áreas.
Segundo o ministro, os responsáveis pela implementação do projeto são a PEMSEA e o MAPPF, em colaboração com autoridades locais, com as comunidades costeiras e com estudantes da Universidade Nacional Timor Lorosa’e e da Universidade Oriental Timor Lorosa’e, que irão monitorizar o progresso do projeto.
Marcos da Cruz apelou à participação das comunidades na gestão dos resíduos plásticos. “Os habitantes dos três municípios e de Ataúro devem depositar os resíduos plásticos nos locais indicados, em vez de os espalharem, para que os implementadores do projeto possam recolhê-los e reciclá-los, produzindo novos materiais”, explicou.
De acordo com o governante, a implementação do ODA estava inicialmente prevista para 2023, mas devido a mudanças governamentais e a alterações documentais necessárias, só foi possível avançar com o lançamento este ano.
Por sua vez, o Gestor do ODA em Timor-Leste, Won Tae Shin, espera que o projeto alcance resultados mensuráveis na redução do plástico marinho e contribua para um mar mais limpo e uma economia azul mais robusta.
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




